Imagens entre o óptico e o háptico: performatividade e regimes de sensibilidade

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22235/d.v40.4995

Palavras-chave:

percepção, imaginação, estética, filosofia

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar a relação entre visualidade e tatilidade a partir de uma perspectiva teórica que compreende as imagens como agentes performativos capazes de incidir na configuração do real. A metodologia combina uma abordagem filosófico-hermenêutica com a análise conceitual da teoria contemporânea da imagem, em diálogo com as contribuições de Georges Didi Huberman, Jacques Derrida, Jean Luc Nancy e Catherine Malabou. Como principal resultado, demonstra-se que a imagem excede sua função representacional ao produzir efeitos de afecção, contato e transformação sensível, articulando dimensões ópticas e hápticas em um mesmo campo de experiência. Conclui-se que essa potência performativa permite repensar os regimes de sensibilidade e abrir um horizonte crítico no qual a imagem opera como instância de alteração, plasticidade e produção de alteridade no sensível.

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Publicado

2026-03-05

Como Citar

Zeinal Werba, M. S. (2026). Imagens entre o óptico e o háptico: performatividade e regimes de sensibilidade. Dixit, 40, e4995. https://doi.org/10.22235/d.v40.4995

Edição

Secção

Ensaio

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