Diretrizes éticas
A revista garante a adoção de boas práticas de publicação acadêmica seguindo as diretrizes estabelecidas pelo Committee on Publications Ethics (COPE). Os princípios éticos e outras políticas relacionadas à transparência, responsabilidade, propriedade intelectual, acessibilidade e direitos de reprodução, entre outros, estão detalhados abaixo.
1. Responsabilidade dos autores
São considerados autores de um manuscrito aqueles que fizeram uma contribuição significativa para o produto final.
Os autores devem apresentar resultados de processos de pesquisa rigorosos, transparentes e éticos, assumindo a responsabilidade pela pesquisa publicada. Seus métodos de pesquisa devem ser descritos de tal forma que a comunidade científica possa corroborar ou replicar o estudo.
Ao submeter seus trabalhos, os autores devem preencher, assinar e anexar a Declaração de Responsabilidade de Autoria, na qual, entre outras informações, declaram que seu trabalho é original e inédito. Os autores devem abster-se de submeter seu manuscrito simultaneamente a duas ou mais revistas.
Os autores devem selecionar cuidadosamente a ordem em que seus nomes aparecerão no artigo submetido. O primeiro autor será considerado o autor principal e, a menos que especificado de outra forma, será responsável pela correspondência com a revista. Após a submissão do artigo, alterações na lista de autores, tanto na ordem quanto na inclusão ou exclusão de pessoas, só poderão ser feitas mediante o envio de um e-mail ao Conselho Editorial, explicando os motivos das alterações.
Por motivos de transparência, cada autor de um manuscrito deve declarar sua contribuição específica, conforme a taxonomia de funções do CRediT.
Qualquer controvérsia relacionada à autoria de um manuscrito deverá ser comunicada por correio eletrônico à revista e será resolvida pelo Conselho Editorial e respondida às partes envolvidas no menor prazo possível.
1.1. Detecção de plágio
Os autores se comprometem a submeter artigos originais e inéditos. Isso implica a ausência de plágio (apropriação de ideias ou frases de terceiros) ou autoplágio (publicação duplicada sem atribuição ou com excesso de autocitação).
Os autores devem indicar, por meio de uma nota na primeira página do artigo submetido, se ele foi preparado a partir de materiais disponíveis em publicações anteriores, repositórios ou na web. O conteúdo reutilizado em manuscritos deve ser devidamente referenciado de acordo com as normas de citação da APA 7. O grau de autocitação permitido ficará a critério do editor responsável, segundo o caso e de acordo com as diretrizes acima mencionadas.
Como parte do processo inicial de recebimento de artigos e de revisão formal das submissões, a revista realiza uma verificação de plágio do manuscrito por meio dos softwares Crossref e Turnitin.
Se for detectado plágio ou autoplágio em um artigo, a equipe editorial tem o poder de rejeitar o envio diretamente ou entrar em contato com os autores para solicitar as explicações correspondentes e os ajustes necessários.
Quando os artigos submetidos exigirem modificações por parte dos autores —como parte do processo de revisão por pares— a nova versão do artigo será submetida à análise de um software antiplágio.
Além das análises técnicas realizadas pela revista, todos os participantes do processo editorial (editores, pareceristas, bem como leitores de um artigo depois de publicado) podem alertar o editor responsável ou a revista sobre uma possível detecção de plágio enviando um e-mail. As ações a serem tomadas diante de uma denúncia de plágio são abordadas na seção “Gerenciamento de correções, reclamações e reclamações de más práticas”.
1.2. Disponibilidade de dados
Seguindo as Diretrizes para a Transparência e Promoção da Abertura nas Políticas e Práticas de Periódicos (Transparency and Openness Promotion) da SciELO sobre transparência de dados, os autores de artigos resultantes de pesquisas originais devem informar se o conjunto de dados utilizado em seu estudo está disponível e, em caso afirmativo, onde acessá-lo. Alguns possíveis repositórios de dados abertos são: SciELO Data, Mendeley Data, Zenodo, DANS, DataHub, FigShare.
Caso os autores tenham os seus dados em qualquer servidor, deverão indicá-lo no artigo da seguinte forma: “O conjunto de dados que embasa os resultados deste estudo está disponível em [nome e link do repositório]”.
Caso contrário, devem incluir uma frase no artigo declarando o seguinte: “O conjunto de dados que embasa os resultados deste estudo não está disponível”.
Em todos os casos, os autores devem ter à disposição dos pareceristas os dados da investigação, se necessário.
1.3. Pesquisas que envolvam seres humanos e experimentação animal
Para todas as pesquisas que envolvam seres humanos e experimentação animal, será apreciada a apresentação de aprovação de um Comitê de Ética, fornecendo dados específicos sobre a instituição e o comitê que concedeu a aprovação, o número e a data correspondentes. No Método, será incluída uma seção sobre considerações éticas, na qual devem ser detalhados os principais aspectos relacionados aos procedimentos e consentimentos informados relativos ao estudo, assim como a menção à aprovação (número de identificação e/ou instituição que o emitiu), caso esteja disponível.
Nas investigações que envolvam indivíduos ou grupos potencialmente vulneráveis (seja devido à idade, deficiência, gênero, identidade racial e étnica, orientação sexual, nível socioeconômico, institucionalização, entre outros, bem como as suas possíveis intersecções), serão detalhados os procedimentos específicos e os cuidados tomados para garantir o cumprimento das orientações éticas aplicáveis à investigação com estas populações.
2. Revisão e responsabilidade do parecerista
Os artigos publicados na revista são submetidos a uma revisão externa realizada por pareceristas especialistas, por meio do sistema de arbitragem duplo-cego. Os detalhes do processo de avaliação podem ser encontrados na seção Processo de avaliação.
Os pareceristas se comprometem a avaliar os artigos de forma voluntária e honorária, a fim de contribuir para a melhoria da qualidade dos artigos por meio de uma avaliação objetiva e construtiva. Eles devem estar livres de conflitos de interesse em relação ao estudo submetido a sua avaliação.
Os pareceristas deverão seguir as diretrizes de avaliação fornecidas pela revista e cumprir tanto as políticas do processo de avaliação quanto os prazos estipulados para a tarefa.
O manuscrito em revisão é um documento confidencial. Isso significa que os pareceristas não podem citar ou usar o material, nem distribuir cópias do trabalho para outras pessoas. Se um parecerista tiver a intenção de consultar terceiros sobre algum aspecto do artigo, deverá pedir permissão ao editor com antecedência.
3. Supervisão ética e responsabilização da equipe editorial
O editor responsável e o Conselho Editorial comprometem-se a supervisionar os processos de publicação, seguindo os mais elevados padrões éticos.
Os editores zelarão para que os artigos sejam revisados por pares especialistas na matéria, informando-os claramente sobre as regras de publicação e respeitando a confidencialidade e o anonimato do processo de arbitragem. Os editores não podem distribuir cópias de um manuscrito em revisão a ninguém fora do processo de avaliação, nem citar o material nas suas próprias publicações até que este tenha sido aceito e publicado.
A equipe editorial seguirá sempre as diretrizes previstas pela COPE e descritas nas Políticas editoriais e boas práticas da revista. Os manuscritos submetidos à revisão devem cumprir as normas éticas internacionais definidas pela American Psychological Association e pela Declaração de Helsínquia.
4. Conflitos de interesse
Todas as partes envolvidas no processamento editorial de um manuscrito devem explicitar e/ou alertar, em qualquer estágio do processo, sobre quaisquer interesses, pessoais, acadêmicos, políticos, financeiros ou outros, que possam influenciar ou comprometer de alguma forma a avaliação e a publicação do trabalho.
Ao submeter seus manuscritos, os autores devem explicitar possíveis conflitos de interesse, bem como informar se seu trabalho recebeu algum tipo de financiamento ou apoio econômico de agências, projetos ou particulares, e explicitar qualquer possível vínculo com partes interessadas na pesquisa submetida à consideração da revista.
Os pareceristas convocados pela revista para a avaliação dos manuscritos são responsáveis por alertar o Conselho Editorial sobre qualquer conflito de interesse ou circunstância que possa impedi-los de realizar a tarefa de maneira idônea e objetiva.
Nos casos em que um membro do Conselho Editorial tenha um conflito de interesse ou seja parte interessada no processo de publicação de um artigo submetido à revista, ele será substituído em suas responsabilidades por outro membro da equipe, que será responsável por gerenciar o processo editorial de forma independente e sem comprometer os princípios de confidencialidade e privacidade das informações.
5. Uso de inteligência artificial generativa
Em consonância com o estabelecido na Declaração de Heredia: Princípios sobre o uso de inteligência artificial na edição científica, os papéis de autoria, revisão e edição estão a cargo de seres humanos, que são os únicos responsáveis pelas ações e decisões tomadas no exercício de cada um desses papéis.
As pessoas autoras devem declarar explicitamente o uso de IA nos processos de pesquisa e redação. Espera-se que referenciem o modelo de IA, sua versão e data de uso, além de detalhar como a IA foi utilizada, quais produtos foram integrados, entre outros dados relevantes para garantir transparência nos processos de elaboração de textos científicos.
As pessoas revisoras devem indicar à equipe editorial se incorporaram o uso de IA como complemento à revisão. Devem indicar o nome do modelo, a versão, a data de uso, assim como o enunciado de instrução de avaliação. Devem ser capazes de explicar como interagiram com a IA, quais insumos receberam e como os utilizaram em sua avaliação do texto científico. Autores e leitores serão informados quando as tarefas de revisão tiverem sido apoiadas pelo uso de IA.
As pessoas editoras e a equipe editorial são responsáveis pelo processo de edição. Essa responsabilidade não deve ser substituída pelo uso de IA. Autores e leitores serão informados quando as tarefas editoriais tiverem sido apoiadas pelo uso de IA. O nome do modelo, a versão, a data de uso, bem como o enunciado da tarefa atribuída, deverão ser reportados.











