El concepto de grupo-dispositivo en el apoyo a la adopción: desnaturalizando significados establecidos

Palabras clave: adopción, apoyo a la adopción, grupo-dispositivo, investigación-intervención

Resumen

Este artículo analiza una investigación-intervención realizada con un grupo de apoyo a la adopción en la ciudad de Canoas, Rio Grande do Sul, Brasil. Con ese fin, articula los datos de la investigación con el concepto de grupo-dispositivo, para comprender cómo el concepto puede contribuir como una herramienta de intervención para el campo de la psicología en el apoyo de la adopción. Dieciocho miembros del Grupo de Apoyo a la Adopción, en diferentes fases del proyecto adoptivo, participaron en el estudio. Los datos se analizaron a través del Análisis del discurso desde una perspectiva foucaultiana, que comprende los discursos en una ubicación histórico-social singular. A través de los resultados fue posible mostrar cómo el grupo-dispositivo, en el campo de la adopción, desnaturaliza los significados establecidos sobre el perfil de adopción deseado, los obstáculos de la adaptación, los prejuicios involucrados en la adopción y los movimientos grupales. Al enfatizar los movimientos singulares, el concepto permite que otros sentidos sobre el cuidado, la protección y la constitución familiar sean producidos.

Descargas

La descarga de datos todavía no está disponible.

Citas

Aguiar, K. F. D., & Rocha, M. L. D. (2007). Micropolítica e o exercício da pesquisa-intervenção: referenciais e dispositivos em análise. Psicologia: ciência e profissão, 27(4), 648-663.
Associação Nacional dos Grupos de Apoio à Adoção – ANGAAD. Grupos de apoio à adoção. Disponível em: http://www.angaad.org.br/
Barros, R. B. D. (2007). Grupo: a afirmação de um simulacro. Porto Alegre: Sulina.
Barros, R. M. S. (2014). Adoção e família: a preferência pela faixa etária, certezas e incertezas. Curitiba: Juruá Editora, 146 p.
Comin, F. S., Amato, L. M., & dos Santos, M. A. (2006). Grupo de apoio para casais pretendentes à adoção: a espera compartilhada do futuro. Revista da SPAGESP, 7(2), 40-50.
Costa, N. R. D., & Rossetti-Ferreira, M. C. (2007). Tornar-se pai e mãe em um processo de adoção tardia. Psicologia: Reflexão e Crítica, 20(3).
Conselho Nacional de Justiça. (2018). Cadastro Nacional de Adoção. Disponível em: http://www.cnj.jus.br/sistemas/infancia-e-juventude/20530-cadastro-nacional-de-adocao-cna
Dias, C. M. D. S. B., Silva, R. V. B. D., & Fonseca, C. M. S. M. D. (2008). A adoção de crianças maiores na perspectiva dos pais adotivos. Contextos Clínicos, 1(1), 28-35.
Deleuze, G. (1988). Foucault. U. de Minnesota Press.
Fischer, R. M. B. (2012). Trabalhar com Foucault: arqueologia de uma paixão. Belo Horizonte: Autêntica, 113-132.
Foucault, M. A Arqueologia do Saber, 7ª. Ed. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 2002.
Giacomozzi, A. I., Nicoletti, M., & Godinho, E. M. (2015). As representações sociais e as motivações para a adoção de pretendentes brasileiros à adoção. Psychologica, 58(1), 41-64.
Levy, L., Diuana, S., & Pinho, P. G. R. (2009). O grupo de reflexão como estratégia de promoção de saúde com famílias adotivas. Mudanças-Psicologia da Saúde, 17(1), 39-42.
Mello, M. M. Luz, K. G, Esteves, C. S. (2016). Adoção Tardia: Contribuições do projeto DNA da Alma de Farroupilha/RS. Saúde e Desenvolvimento Humano, 4(1), 37-46.
Nabinger, S. (2010). Adoção: O encontro de duas histórias. Santo Ângelo: FURI.
Reppold, C. T., & Hutz, C. S. (2003). Reflexão social, controle percebido e motivações à adoção: características psicossociais das mães adotivas. Estudos de psicologia (Natal)8 (1) (jan./abr. 2003), p. 25-36.
Reppold, C. T., Chaves, V., Nabinger, S., & Hutz, C. S. (2005). Aspectos práticos e teóricos da avaliação psicossocial para habilitação à adoção. Violência e risco na infância e adolescência: pesquisa e intervenção, 43-70.
Sequeira, V. C., & Stella, C. (2014). Preparação para a adoção: grupo de apoio para candidatos. Psicologia: teoria e prática, 16(1), 69-78.
Scorsolini-Comin, F., & Santos, M. A. D. (2008). Aprender a viver é o viver mesmo: o aprendizado a partir do outro em um grupo de pais candidatos à adoção. Vínculo-Revista do NESME, 5(2).
Hur, D. U. (2012). O dispositivo de grupo na Esquizoanálise: tetravalência e esquizodrama. Vínculo, 9(1), 18-26.
Hur, D. U., & Viana, A. D. (2016). Práticas grupais na esquizoanálise: cartografia, oficina e esquizodrama. Arquivos Brasileiros de Psicologia, 68(1).
Publicado
2019-10-07
Sección
COMUNICACIONES