Uso de anticoncepcionais orais hormonais na adolescência em serviços escolares e de atenção primária à saúde: uma revisão de escopo
DOI:
https://doi.org/10.22235/ech.v14i2.4536Palavras-chave:
adolescentes, anticoncepcionais orais hormonais, atenção primária à saúde, serviços de saúde escolarResumo
Objetivos: Mapear estudos sobre uso de anticoncepcionais orais hormonais na adolescência em serviços de saúde escolar e na atenção primária à saúde; identificar tipos de pílulas anticoncepcionais mais utilizados por adolescentes, taxa de efetividade e efeitos colaterais; e, descrever como se dá a utilização e armazenamento. Metodologia: Scoping Review, baseado nos procedimentos do Joanna Briggs Institute. Realizou-se buscas em sete bases de dados sem recorte temporal e de idioma. Dos 8.122 estudos encontrados, nove foram selecionados. Resultados: A contracepção de emergência foi opção predominante entre adolescentes. Outros tipos de contraceptivos mapeados foram os orais combinados. Nenhum estudo abordou a taxa de efetividade, e equívocos sobre sua eficácia podem possibilitar uma utilização inadequada. A ausência de estudos mais robustos que abordem esse aspecto dos contraceptivos hormonais orais revela uma lacuna na literatura. Efeitos colaterais observados incluem náuseas, cefaleia, irregularidades menstruais e redução da libido. A análise também identificou crenças errôneas, como a necessidade de tomar pílula minutos antes da relação e de que é seguro tomar três pílulas de uma vez após esquecer duas doses. Nenhum estudo abordou o armazenamento dos anticoncepcionais orais. Conclusão: A falta de informações sobre eficácia e armazenamento pode comprometer a adesão e prevenção de gravidezes indesejadas, destacando a importância da educação em saúde sexual e reprodutiva nas escolas e na atenção primária, para decisões informadas e autonomia das(os) adolescentes.
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