Enfermería: Cuidados Humanizados, 15 (1)

janeiro - junho 2026

10.22235/ech.v15i1.4809

Artigos originais

 

Inserção da família no cuidado ao recém-nascido internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Including Families in the Care of Newborns Admitted to Neonatal Intensive Care Units

Inclusión de la familia en el cuidado de recién nacidos ingresados en Unidades de Cuidados Intensivos Neonatales

 

Caroline Fagundes Lopes1 ORCID 0000-0001-6701-7155             

Ruth Irmgard Bärtschi Gabatz2 ORCID 0000-0001-6075-8516

Viviane Marten Milbrath3 ORCID 0000-0001-5523-3803             

Pedro Trindade Velasques4 ORCID 0000-0002-1643-3252             

Rafaela De Lima Cruz5 ORCID 0000-0003-1067-8678

Brenda Reinheimer Liota6 ORCID 0009-0007-3581-6746             

 

1 Pronto Socorro Municipal de Pelotas, Brasil

2 Universidade Federal de Pelotas, Brasil

3 Universidade Federal de Pelotas, Brasil                    

4 Universidade Federal de Pelotas, Brasil

5 Clínica Rio Imunne Pelotas, Brasil      

6 Universidade Federal de Pelotas, Brasil, [email protected]

 

Resumo:
Objetivo:
Conhecer a perspectiva da equipe de enfermagem sobre a inserção da família no cuidado ao recém-nascido na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).
Metodologia: Pesquisa qualitativa realizada com profissionais de uma UTIN de um hospital escola do sul do Brasil. Participaram nove profissionais da equipe de enfermagem, selecionados por amostragem intencional, sendo os dados coletados por meio de entrevistas, posteriormente, organizados em software de análise qualitativa de dados e analisados por meio da análise temática.
Resultados: Os resultados indicam que a principal dificuldade está relacionada à infraestrutura, sendo que o hospital não tem um espaço adequado para receber os pais. Como facilidades foram apontados o estímulo ao aleitamento materno, o método canguru e a participação dos pais. Em relação às estratégias usadas para ampliar a inserção da família, os profissionais ressaltaram a criação de grupos de WhatsApp, bem como o diálogo e o acolhimento.
Conclusões: É necessário ampliar a inserção da família no cuidado ao recém-nascido na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, melhorando a infraestrutura de forma a proporcionar maior conforto. Além disso, o uso de estratégias digitais, bem como, a inserção de ações extensionistas de educação em saúde para os pais mostram-se promissores para melhorar o cuidado das famílias ao neonato. Os resultados da pesquisa permitiram o alinhamento de ações conjuntas entre a academia e a assistência por meio da extensão universitária.

Palavras-chave: unidades de terapia intensiva neonatal; equipe de enfermagem; família; recém-nascido.

 

Abstract:
Objective:
To know Nursing teams’ perspective regarding inclusion of the family in the care of newborns admitted to Neonatal Intensive Care Units (NICU).
Methodology: A qualitative research study conducted with professionals from the NICU of a school hospital in southern Brazil. The participants were nine Nursing team members that were selected through intentional sampling; the data were collected in interviews, subsequently organized in a qualitative data analysis software program and analyzed by means of thematic analysis.
Results: The results indicate that the main difficulty is related to infrastructure, as the hospital lacks a suitable space to welcome parents. The practicalities pointed out were as follows: encouragement for breastfeeding, the Kangaroo method and parents’ participation. In relation to the strategies used to enhance family inclusion, the professionals highlighted creating WhatsApp groups, as well as dialog and welcoming.
Conclusions: It is necessary to enhance family inclusion in the care provided to newborns in the Neonatal Intensive Care Unit, improving the infrastructure so as to provide more comfort. In addition to that, using digital strategies and including health education extension actions for parents prove to be promising in improving the care provided by families to neonates. The research results allowed aligning joint actions between the education and assistance spheres by means of university extension programs.

Keywords: neonatal intensive care units; nursing team; family; newborn.

 

Resumen:
Objetivo:
Comprender la perspectiva del equipo de enfermería sobre la inclusión de las familias en el cuidado de recién nacidos en unidades de cuidados intensivos neonatales (UCIN).
Metodología: Investigación cualitativa realizada con profesionales de una UCIN de un hospital universitario del sur de Brasil. Participaron nueve miembros del personal de enfermería, seleccionados mediante muestreo intencional, cuyos datos fueron recolectados a través de entrevistas, posteriormente organizados mediante un software de análisis de datos cualitativos y analizados mediante análisis temático.
Resultados: Los resultados indican que la principal dificultad está relacionada con la infraestructura, ya que el hospital no cuenta con un espacio adecuado para recibir a los padres. Los aspectos prácticos favorables incluyen el fomento de la lactancia materna, el método canguro y la participación de los padres. En relación con las estrategias utilizadas para ampliar la inclusión de la familia, los profesionales destacaron la creación de grupos de WhatsApp, así como el diálogo y la acogida.
Conclusiones: Es necesario ampliar la participación de las familias en el cuidado de recién nacidos en la unidad de cuidados intensivos neonatales, mejorando la infraestructura para brindar mayor comodidad. Además, el uso de estrategias digitales, así como la inclusión de programas de educación para la salud para padres, son prometedores para mejorar el cuidado de los recién nacidos. Los resultados de la investigación permitieron coordinar acciones conjuntas entre las áreas académica y de la asistencia a través de programas de extensión universitaria.

Palabras clave: unidades de cuidados intensivos neonatales; equipo de enfermería; familia; recién nacido.

 

Recebido: 02/09/2025

Aceito: 03/03/2026

 

 

Introdução

 

 

A Unidade de Terapia Intensiva é um lugar que precisa de uma atenção especial, pois suscita sentimentos fortes nos familiares e na equipe, bem como conflitos entre eles. Vale destacar que nem sempre os recém-nascidos (RN) internados na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) estão doentes, na maioria das vezes possuem imaturidade fisiológica. (1)

O planejamento e a organização da UTIN, tal como a escolha de materiais, equipamentos, recursos humanos e instalações físicas devem ser pensados exclusivamente para o cuidado do neonato, principalmente do prematuro. Ainda deve-se ressaltar a necessidade de acomodação para os pais, para que eles possam participar ativamente dos cuidados do filho. (2)

Nesse sentido ao longo dos anos, o atendimento na UTIN vem sofrendo mudanças, sendo discutida amplamente a importância da participação da família no cuidado ao neonato, apontando para a necessidade de atendê-la no contexto da hospitalização, com suporte da equipe de saúde, fundamentado em um modelo de cuidado que traga benefícios físicos e emocionais para ambos. (3) Assim, o Cuidado Centrado na Família (CCF) entra em cena, pois nessa ótica de cuidado de enfermagem, a assistência ultrapassa a perspectiva clínica do neonato, incorporando as questões emocionais, afetivas e sociais das famílias, desenvolvendo uma relação fundamentada no vínculo de confiança e respeito entre equipe e família, além de estimular a autonomia dos pais para uma participação ativa no cuidado ao filho. (3, 4)

O CCF busca estabelecer um vínculo sólido entre os profissionais de saúde e a família, através de um acolhimento adequado e uma comunicação efetiva. (3, 4, 5)  Contudo, a fragilidade ou ausência desse vínculo pode resultar em percepções desfavoráveis por parte dos pais quanto à assistência oferecida. Esse cenário, por conseguinte, os afasta do engajamento no processo de cuidado do RN. Além disso, no que se refere à permanência dos pais na UTIN, existem fatores relativos à própria família que podem comprometer sua continuidade, como a distância entre a residência e o hospital, as atividades laborais, condições financeiras, bem como as responsabilidades e demandas de outros filhos. (6)

Destaca-se que o CCF na UTIN é uma abordagem integral e com benefícios reconhecidos na literatura, (3, 4, 6) apresentando diversas vantagens, como a minimização do sofrimento dos pais por meio de sua participação e autonomia, estímulo ao aleitamento materno e redução das complicações decorrentes da prematuridade. (6)

Entretanto, muitos profissionais demonstram certa resistência em adotar tal abordagem, relatando a percepção de estarem sendo avaliados pelas famílias, e assim, manifestando discordância quanto à inclusão dos acompanhantes no planejamento dos cuidados ao RN. (7) Além disso, muitos profissionais acreditam que a participação da família, ao exigir tempo e atenção, resulta em um aumento da carga de trabalho. Adicionalmente, alguns técnicos de enfermagem relatam enfrentar obstáculos para incluir a família em determinados momentos, como durante intercorrências ou realização de procedimentos invasivos. (6)

Com a realização de uma revisão integrativa, identificou-se que a infraestrutura, os recursos materiais e os recursos humanos podem favorecer a inserção da família no cuidado quando são adequados, mas também podem ser dificultadores dessa inserção quando não atendem à demanda. (8) Portanto, a capacitação e sensibilização da equipe são imprescindíveis para a inclusão da família, sendo ponto necessário a ser trabalhado na educação permanente com os profissionais atuantes na UTIN. Destaca-se que esta revisão foi realizada visando conhecer as lacunas nas publicações para a elaboração do projeto que originou a presente pesquisa, assim foram acrescidas questões relativas as estratégias utilizadas pelos profissionais para a inserção da família no cuidado, além de avaliar a influência do período de pandemia nessa inserção.

Tendo em vista a importância da inserção da família no cuidado ao bebê internado na UTIN e o papel da equipe de enfermagem para que isso ocorra, considerou-se necessário ampliar o conhecimento acerca das perspectivas que a equipe de enfermagem possui diante da inserção da família, bem como as estratégias utilizadas para tanto. Dessa forma, teve-se como objetivo conhecer a perspectiva da equipe de enfermagem sobre a inserção da família no cuidado ao recém-nascido na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Para tanto, elaborou-se a seguinte questão de pesquisa: Qual a perspectiva da equipe de enfermagem sobre a inserção da família no cuidado ao recém-nascido na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal?

 

 

Métodos

 

 

Trata-se de uma pesquisa qualitativa básica, descritiva e exploratória, na qual se seguiu, para ampliar a confiabilidade do processo, o guia Consolidated Criteria for Reporting Qualitative Research – COREQ para pesquisas qualitativas. (9) A pesquisa qualitativa básica não segue pressupostos filosóficos ou metodológicos estabelecidos, contudo, ainda assim busca compreender perspectivas e fenômenos. (10) O enfoque exploratório visa ampliar o conhecimento acerca do problema em questão, enquanto que o enfoque descritivo busca detalhar eventos e atributos de determinado contexto. (11)

Considerando o guia COREQ, referente às características do entrevistador, tratou-se de uma graduanda em Enfermagem, participante de grupo de pesquisa e capacitada previamente pela orientadora (professora com doutorado e vasta experiência em pesquisa qualitativa). Essa graduanda possuía contato prévio com os participantes por ter realizado estágio acadêmico no setor em que ocorreu a pesquisa. Portanto, os participantes conheciam os objetivos pessoais e as razões para o desenvolvimento do estudo e a entrevistadora tinha familiaridade com o cenário.

A pesquisa foi realizada na UTIN de um hospital escola, situado em um município na região sul do Brasil. A escolha dos participantes foi intencional, elegendo como participantes os profissionais da equipe de enfermagem da unidade em questão, pelas características específicas relevantes para atender aos objetivos do estudo. Os participantes da pesquisa foram nove profissionais da equipe de enfermagem (dentre um total de 13 enfermeiros e 33 técnicos de enfermagem) que trabalham nos turnos manhã, tarde e noite. Os critérios de inclusão na pesquisa foram: ser profissional da equipe de enfermagem, atuar na UTIN há pelo menos seis meses, visto que já tivessem passado o período de experiência e possuíssem conhecimento das rotinas da unidade. Foram excluídos os profissionais de enfermagem que estivessem afastados, de licença ou atestado no período de coleta de dados. Durante o período da coleta dois enfermeiros estavam de atestado. Além disso, 14 profissionais não responderam as mensagens de convite, mesmo sendo reenviadas mais de uma vez, e 21 relataram não querer participar da pesquisa.

Embora tenha participado um número pequeno de profissionais, considerando o número total dos elegíveis, percebeu-se a saturação dos dados a partir da sétima entrevista, sendo que é possível identificar nos resultados a repetição de respostas semelhantes em todas as questões perguntadas. Ademais, compreende-se que pode haver um viés nos resultados, considerando que os profissionais que participaram podem ter uma perspectiva mais inclusiva acerca da participação dos pais no cuidado, em comparação com os profissionais que não aceitaram participar, sendo essa uma limitação do estudo que não permite generalização dos resultados.

A pesquisa seguiu em concordância com os preceitos éticos contidos na Resolução 466/2012 do Conselho Nacional do Ministério da Saúde, (12) respeitando as questões relacionadas à bioética como a autonomia, não maleficência, beneficência, justiça e equidade. Em concordância com as normas éticas da Resolução 466/12 o projeto foi submetido à Plataforma Brasil sendo aprovado sob o CAEE 50537721.0.0000.5316 e parecer número 4.910.780. Os dados audiogravados foram transcritos e armazenados no computador pessoal da graduanda, por um período de 5 anos. No termo de consentimento livre e esclarecido, que foi lido e entregue de forma impressa à cada participante, assinado em duas vias (uma ficou com a pesquisadora e outra com o participante), estavam detalhados os objetivos e métodos da pesquisa, assim como a voluntariedade na participação e retirada do consentimento a qualquer momento do estudo.

Portanto, para a coleta dos dados, foi realizada uma entrevista semiestruturada com base em roteiro contendo questões de caracterização e questões relacionadas à perspectiva dos profissionais sobre a inserção da família no cuidado ao neonato na UTIN (percepção do profissional acerca da inserção da família no cuidado; dificuldades e facilidades encontradas na inserção da família no cuidado; convivência com a família dentro da UTIN; estratégias utilizadas para inserir a família no cuidado ao neonato). Ressalta-se que a elaboração do roteiro de entrevista foi embasado em revisão de literatura, em que se identificou os principais achados sobre o tema e também na experiência dos pesquisadores no cuidado ao neonato na UTIN. As entrevistas foram realizadas entre os meses de outubro a dezembro de 2021. Devido à condição de distanciamento social pelo enfrentamento da pandemia de COVID-19, na época da coleta, a realização das entrevistas foi por meio de vídeo chamada pela plataforma do Google Meet.

As entrevistas foram gravadas e, em seguida, transcritas manualmente, para análise integral dos dados, havendo dupla conferência das transcrições, participaram dessa etapa a graduanda e uma bolsista de iniciação científica previamente capacitadas para tal. Ressalta-se que as transcrições foram enviadas aos participantes para validação, contudo não houve nenhuma solicitação de ajuste ao texto enviado, tendo os mesmos concordado com o conteúdo transcrito. O tempo médio das entrevistas foi de vinte minutos, sendo estas agendadas previamente com os profissionais participantes. Elas ocorreram por vídeo chamada, sendo que o participante se encontrava sozinho em ambiente privativo, assim como a entrevistadora, mantendo a privacidade do participante durante a entrevista.

Ressalta-se que os resultados da pesquisa foram apresentados, posteriormente em reunião aberta do grupo de pesquisa, com as chefias do setor em que ocorreu a pesquisa, sendo os participantes do estudo convidados. Nessa reunião discutiu-se também a aplicabilidade dos resultados para elaboração de estratégias para ampliar e melhorar a inserção da família no cuidado ao neonato na UTIN.

Os dados coletados foram inseridos no programa WebQDA  (Qualitative Data Analysis – Análise Qualitativa de Dados) para organização. (13) Com o uso do programa foi possível criar uma nuvem com as 100 palavras mais frequentes nas entrevistas (Figura 1). Ressalta-se que se aplicou como critérios palavras com mais de três caracteres e exclui-se alguns adjetivos, pronomes, advérbios, verbos e pronominais indefinidos (por exemplo: que, não, tem para, com mais, eles, por acho, mas, uma, então, vezes, isso, também, ali, como, vai, muito, essa, entre outros) que não agregavam ao significado pretendido.

 

Figura 1: Nuvem das 100 palavras mais frequentes nas entrevistas.

 

 

Com base na nuvem de palavras, criada pelo software, e das informações contidas nas entrevistas elaborou-se os temas principais do estudo, dividindo os trechos das entrevistas de acordo com os temas elencados. Dentre as palavras mais frequentes destaca-se: UTI, família, pais, cuidado, recém-nascido, profissional, inserção, presença, perspectiva, neonatal, cuidados e pandemia, que representaram os códigos iniciais que guiaram a categorização. Foi utilizada a análise temática, (14) que consistiu em identificar, analisar e relatar os temas ofertados nos dados coletados, seguindo-se seis passos: familiarização; geração de códigos; construção de temas; fase de revisão de temas; as fases da revisão e produção do relatório.

A familiarização com os dados ocorreu por meio da transcrição, leitura e conferência das entrevistas. A geração dos códigos iniciais se deu por meio da elaboração da nuvem de palavras no software WebQDA, que analisa as fontes inseridas (as entrevistas) indicando as palavras mais frequentes que constituem os códigos iniciais. A construção dos temas é realizada por meio do agrupamento dos dados semelhantes, identificados nas fontes (entrevistas) inseridos no WebQDA. Após essa etapa, os temas são revisados avaliando-se sua coerência e profundidade diante dos dados. Por fim, a elaboração do relatório constitui-se na interpretação dos resultados categorizados nos temas definidos e sua discussão com a literatura científica. Destaca-se que todas as etapas detalhadas acima foram revisadas duplamente pela graduanda e sua orientadora, visando a credibilidade, confiabilidade e transferibilidade dos resultados.

Portanto, a partir da junção dos códigos iniciais elaborou-se quatro categorias temáticas para apresentação dos resultados: Perspectiva dos profissionais acerca da presença da família no cuidado ao RN na UTIN; Dificuldades vivenciadas para a inserção da família no cuidado ao RN na UTIN; Facilidades vivenciadas para a inserção da família no cuidado ao RN na UTIN; Estratégias utilizadas pelos profissionais para inserir a família no contexto da UTIN.

 

 

Resultados

 

 

Dos nove profissionais da equipe de enfermagem que participaram da pesquisa, oito eram mulheres e um homem, as idades variam entre 30 e 40 anos. Sete atuavam como enfermeiros, dois como técnicos de enfermagem. Quanto ao tempo de atividade na UTIN cinco trabalhavam há cinco anos, três trabalhavam há três anos, uma trabalhava há quatro anos e meio, uma há seis anos e uma trabalhava há onze anos. Em relação ao tempo de formação, houve os formados há: 15 anos (1), 12 anos (2), 11 anos (2), 10 anos (2), 7 anos (1) e 5 anos (1).

 

 

Perspectiva dos profissionais acerca da presença da família no cuidado ao RN na UTIN

 

 

Nesse tema foram trazidas as falas dos participantes que reconheceram que a presença da família na rotina da UTIN é fundamental, sendo que maioria deles ressaltou a importância da família nos cuidados ao recém-nascido:

Penso que é essencial a inserção da família no cuidado, em visualizar o cuidado, em participar do cuidado, em fazer o cuidado. (...) às vezes não é nem o fato de o pai assumir o cuidado, mas que ele possa visualizar esse cuidado, que ele possa estar junto nesse cuidado e ver o filho sendo cuidado. (P6)

Acho que ela é fundamental, faz toda a diferença para ambos, para a família, para se sentir mais próxima, mais importante, mais útil e o para bebê também tem estudos que mostram a importância da presença, de escutar a voz. (P9)

Nos depoimentos evidencia-se que a percepção da participação da família no cuidado realizado aos recém-nascidos na UTIN é imprescindível, sendo que esta participação inclui além da realização e da visualização do cuidado também o acompanhamento. Então, mesmo que a família não esteja realizando o cuidado efetivamente, o simples fato de acompanhar e ver como o filho é cuidado já faz toda a diferença. Nesse contexto, os participantes compreendem que o vínculo afetivo entre família e RN é fundamental, podendo assim reduzir o estresse emocional tanto da criança como da família:

Seria como acoplar mais ainda essa questão mesmo do tato e da presença do vínculo, (...) vínculo aumentar. (...) pudessem passar a maior parte do tempo seria importante, seria fundamental para o RN. (P1)

 A criação do vínculo entre pai e filho, entre os pais e o filho. A participação no cuidado, a participação do processo de cura e restabelecimento daquela criança, a participação dos pais dentro da UTI também tem um vínculo com a equipe, com a confiança da equipe também. (P5)

Os relatos de P1 e P5 apontam para a importância do estabelecimento do vínculo entre pais e filhos, sendo a ampliação do tempo que os pais passam na UTIN fundamental para o RN, bem como sua participação nos cuidados ao filho. Além disso, a presença e participação dos pais no cuidado amplia também o vínculo deles com a equipe, contribuindo para sua confiança nesta e influenciando no processo de cura e restabelecimento do neonato.  Outra questão destacada pelos participantes diz respeito à importância do toque, do contato dos pais com o RN, como demonstram as falas a seguir:

A gente vê crianças que mal recebem uma visitinha da mãe, olha e sai e outras a mãe fica lá, conversa com ela põe a mão em cima, (...) e fica ali aquele contato, já faz uma baita diferença, para a melhora da criança. (P2)

Inserção da família nos cuidados ao recém-nascido dentro da UTIN (...), para estabelecer aquele vínculo afetivo, para ambientação da nova realidade que eles estão vivendo com aquele bebezinho. O toque, a conversa, as palavras de carinho todo o contexto é importante para recuperação daquele bebezinho e para saúde emocional também. (P3)

Percebe-se nessas falas que os profissionais compreendem a necessidade dos pais estarem junto aos seus filhos na UTIN, sendo que a presença favorece a ambientação à nova realidade vivenciada, contribuindo assim para o desenvolvimento do vínculo como bebê. Assim, o toque e a conversa, ou seja, a efetiva presença, fazem uma grande diferença para os pais, mas especialmente, para os neonatos, auxiliando na saúde emocional desses pais e dos bebês.

 

 

Dificuldades vivenciadas para a inserção da família no cuidado ao RN na UTIN

 

 

Nessa categoria apresentam-se os depoimentos que estão relacionados às dificuldades vivenciadas pelos profissionais ao inserirem a família no cuidado ao RN. Essas dificuldades relacionam-se, especialmente, à deficiência de infraestrutura, que não possibilita acomodar adequadamente os pais na UTIN. Além disso, também existe o receio dos pais em permanecerem na unidade e em tocar nos filhos, pela sua fragilidade.

Dificulta (...) é a falta de organização da unidade, de espaço físico da unidade. (...) a estrutura da unidade não possibilita por exemplo que a gente coloque uma cadeira para o pai ou para a mãe acompanhar o bebê durante a noite (...) para cuidar daquele bebezinho mesmo e acompanhar o cuidado dele sabe. Outra coisa que a gente sente falta é um local apropriado para os pais ficarem com cama, com sofá, com geladeira. Por que tem criança (...) que se alimenta de leite materno exclusivo, aí chega um horário da noite que não tem mais o leite da mãe. (P5)

Tem o aspecto estrutural que a UTI acaba sendo pequena, então às vezes aquela questão da mãe falar com o filho, (...) aumenta o vínculo, o toque acaba sendo um pouco prejudicado devido à estrutura física, não tem lugar para a mãe permanecer. (...) não tem estrutura para acomodar (...) porque hoje a gente conta com só algumas cadeiras, se todas as mães permanecerem ao lado do filho os dois turnos (...) ficaria bem complicado. (P7)

Com base nos relatos, percebe-se a dificuldade para inserir a família nos cuidados ao RN relacionada à infraestrutura, pois a UTIN não possui um espaço adequado para receber as famílias, nem tem uma sala adequada para o descanso dos pais que querem permanecer no hospital durante à noite. Isso acaba interferindo diretamente no cuidado, como por exemplo no fornecimento do leite materno, e especialmente na constância do vínculo. Outros fatores dificultadores citados pelos participantes relacionam-se a sentimentos que os pais possuem como medo, insegurança, dúvidas e anseios para manusear e realizar os cuidados ao RN:

Não são todos que querem ser inseridos no cuidado, tem gente que tem medo de manusear aquele RN, às vezes tu pedes que eles toquem (...) no bebê e mesmo assim eles não querem, por que tem medo de machucar, (...) pelo tamanho, (...) por se tratar de uma UTI ou pela instabilidade do quadro da criança. (...) não tem um preparo desse pai, para que ele consiga também ser ativo. (P4)

Nesse relato observa-se que o profissional acredita que muitas vezes os pais têm receio de participar do cuidado ao filho na UTIN. É fato que as unidades de tratamento intensivo geram grande angústia nos familiares, isso fica ainda mais potencializado quando se trata de recém-nascidos, que são extremamente frágeis e muitas vezes chegam precocemente. Essa fragilidade amplifica-se pelo desconhecimento dos familiares sobre o ambiente, os procedimentos e os cuidados com o RN na UTIN, sendo imprescindível que os profissionais que atuam ali forneçam suporte, com orientações claras, objetivas e integrais, tirando dúvidas e oferecendo suporte emocional.

Ademais, identificou-se que a pandemia de COVID-19 ampliou as dificuldades de inserção da família no cuidado ao RN na UTIN, limitando o acesso à unidade, com horários de entrada e número de pessoas circulantes:

Neste momento de pandemia, está permitido somente a entrada dos pais na UTI. Irmãos, avós e dindos ainda não permitem. (P3)

Desde que começou a COVID que as visitas estão sendo restritas (...), então de noite não tínhamos a presença dos pais. (...) atrapalhou bastante essa questão do vínculo, por que tinha horário fixo agora e nem sempre você está disponível, tem tempo marcado para permanecer. (P7)

Nos depoimentos é possível identificar que o contexto pandêmico limitou o acesso à unidade de forma que horários foram estipulados para a entrada dos pais, que anteriormente era livre. Além disso, os demais familiares (avós, tios, entre outros) tiveram seu acesso trancado, o que interfere também na rede de apoio dos pais, ficando estes com menor suporte da família, ampliando sua angústia diante da complexidade gerada pela internação do neonato na UTIN. Os profissionais entendem que essas questões fragilizam os vínculos e até mesmo a presença dos pais no setor. Complementarmente, com a restrição de horários também ocorre uma maior dificuldade no andamento do próprio cuidado pelos profissionais, pois em diversos momentos, quando ocorre uma urgência a entrada dos pais acaba sendo barrada, somando essas situações a restrição nos horários de entrada ocorre uma indisponibilidade tanto do suporte que o profissional pode fornecer aos pais quando no tempo de permanência dos pais na UTIN.

 

 

Facilidades vivenciadas para a inserção da família no cuidado ao RN na UTIN

 

 

Nessa categoria são apresentados os depoimentos relacionados às facilidades vivenciadas pelos profissionais ao inserirem a família no cuidado ao RN, destacando-se como as principais o estímulo do aleitamento materno, o método canguru e a participação dos pais.

As facilidades é o estímulo que a equipe faz (...) o aleitamento materno (...), busca trazer a mãe, oferece o estímulo no colo, o canguru, (...) posição canguru tanto pela mãe quanto pelo pai, a equipe entende essa importância, estimula conforme é possível. (P9)

Nesse relato, percebe-se que a importância que a equipe dá para o aleitamento materno, e ao Método Canguru, sendo esses estimulados nos pais visando ampliar a participação no cuidado ao RN. Por outro lado, P8 entende que a facilidade ocorre pela disponibilidade dos profissionais de deixarem os pais acessarem o serviço:

As facilidades para inserir os pais (...) é só ter boa vontade dos funcionários.  (...) é só permitir que já facilita que os paizinhos estão lá sempre dispostos a entrar. (P8)

Conforme esse relato observa-se que o profissional percebe que muitas vezes a falta de presença e participação dos pais no cuidado ao neonato está relacionada diretamente a falta de disponibilidade (boa vontade) dos profissionais, que não incentivam essa participação, o que afasta os pais e pode prejudicar o relacionamento destes com seu filho. Complementarmente, os participantes entendem que os pais têm interesse em saber sobre o cuidado dos filhos e compreendem o trabalho da equipe:

O que é facilitador para nós é que a maioria dos pais consegue compreender quando a gente consegue deixar ele mais tranquilo com relação ao manejo do paciente, (...) aquilo ali auxilia no cuidado do bebê que ele melhora muito mais rápido. Então acho que o diálogo (...) essa confiança que o pai acaba criando na equipe. (P4)

Eu acho que as facilidades partem deles mesmo (...) eles são bem interessados, eles querem saber como o filho está, saber o cuidado que vai ter com aquele bebezinho. (P5)

Nesses relatos evidencia-se a importância da comunicação e do acolhimento da equipe com os pais, sendo esses facilitadores da relação entre os profissionais e os pais, pois gera confiança. Então, é indispensável que o profissional esteja disponível para responder às dúvidas por meio de um diálogo franco e acolhedor, o que influencia no interesse dos pais em participar e estar presente no cuidado do filho.

 

 

Estratégias utilizadas pelos profissionais para inserir a família no contexto da UTIN

 

 

Nessa categoria são apresentados os depoimentos relacionados às estratégias utilizadas pelos profissionais para inserir a família no contexto na UTIN, entre as principais estão: a interação dos pais com o RN, os grupos de WhatsApp, o acolhimento, introduzir os pais no cuidado desde a admissão do RN na UTIN e a capacitação dos profissionais.

Estratégia a gente já avançou muito (...) a equipe implementou, (...) além do tempo livre (...) a questão de eles começarem além do colo materno (...) iniciar a participação lá na UTIN, por que antes a participação só iniciava lá no canguru (refere-se a enfermaria), (...) os pais tem entrada livre. Daí começamos a introduzir isso lá na neo (UTIN) (...) quebrando essa barreira, trocar fralda, acompanhar no banho (...). Acho que seria importante, (...) um grupo de pais seria o ideal, (...) entre eles no WhatsApp. (P1)

Nessa fala é possível identificar que houve evolução dentro da UTIN nos últimos anos. Os profissionais estão mais sensíveis às demandas das famílias e buscam estratégias para ampliar sua participação no cuidado ao RN. Esse é um reflexo das políticas públicas relacionadas à inserção da família no cuidado, trabalhadas pelas chefias das unidades e pelos grupos de pesquisa atuantes, que discutem amplamente com os profissionais a importância de um cuidado integrado e centrado na família e suas repercussões para o desenvolvimento do neonato. Além disso, com o advento das redes sociais virtuais os grupos como o Whatsapp se constituem em ferramentas integradoras do cuidado, possibilitando o compartilhamento de informações, vivências e suporte em grupo. Complementarmente, os participantes trazem a importância de acolher a família, desde a admissão do RN na unidade realizando um acolhimento inicial:

Desde o momento que aquele bebezinho chega dentro da UTIN, a gente já tem que inserir os pais nos cuidados, que aí ele vai para a casa mais tranquilo. Quando o bebê recebe alta, o pai já fica mais independente, eles têm mais confiança, então no próprio cuidado deles com aquele bebezinho. (P5)

 A forma como os pais são acolhidos na unidade determina o estabelecimento de um relacionamento interpessoal que poderá ser harmonioso ou não, sendo que esse relacionamento tem influência na participação e presença dos pais, podendo favorecer o cuidado do neonato tanto na internação quanto após a alta. Nesse contexto, destaca-se também a fala de P6, que aponta como estratégia a capacitação dos profissionais para que cada vez mais percebam a importância de inserirem os pais nos cuidados aos recém-nascidos:

Capacitação é sempre importante, estar relembrando todo mundo da importância, retomar com a equipe, (...) é uma estratégia importante (...), sempre enfatizar que foi bom aquele momento, falar da atenção. (P6)

Além das estratégias já utilizadas pelos profissionais, foram apontadas propostas como a organização de grupos de familiares, reuniões com as famílias:

Acho que tinha que ter, (...) tipo um grupo de família uma coisa assim (...) uma reunião (...) para explicar como é a função da família. (...)uma educação em saúde (...) de repente cada semana fazer com um profissional diferente que aí cada um puxa para o seu lado. Falar o geral e específico de sua área, (...) ia ser bom, até para o relacionamento da gente. (P2)

No depoimento de P2 evidencia-se a necessidade da interdisciplinaridade na educação em saúde, sendo que esta é compreendida como uma ferramenta importante tanto para os profissionais os profissionais quanto para os familiares, ampliando o suporte no cuidado ao neonato. Além do apontado até aqui, os participantes também relatam a importância de elaborar materiais informativos como panfletos e vídeos:

Ter algum documento, algum panfleto alguma coisa que fosse de orientação para os pais por que a gente passa as orientações da unidade de rotina, de como que deve se proceder na primeira visita. Só que as vezes a primeira visita a UTI já é um ambiente estressor (...) um ambiente desconhecido para os pais, e ele está ali naquele momento, está preocupado (...) nem sempre absorvem tão bem essas informações. (P7)

Seria interessante fazer uns vídeos, vídeos educativos de forma bem simples para os paizinhos e deixar passando ali na tela enquanto eles aguardam o horário da visita e às vezes tem o round e eles não podem entrar. (...) então eles iam assistir o vídeo de instrução, de como agir, sobre o aleitamento, a importância do leite materno na UTI e as mães entre elas iam interagir, conversar, trocar ideias. (P8)

Nessas falas os participantes destacam diversas propostas que podem favorecer a inclusão dos pais no cuidado ao neonato, dentre elas a criação de um grupo para família entender melhor a rotina da unidade, bem como a elaboração de vídeos educativos e panfletos. Destaca-se que após os resultados da pesquisa terem sido compartilhados no grupo de pesquisa foram implementadas diversas dessas ideias na unidade, especialmente vídeos instrutivos e folders instrucionais entregue impressos aos pais. Além disso, também se ampliou o desenvolvimento das atividades vinculadas a um projeto de extensão universitária, em que semanalmente estudantes vão até a unidade e fornecem orientações sobre cuidado com o neonato, incluindo temas como higiene, vacinas, sinais de alerta, amamentação entre outros.

 

 

Discussão

 

 

Com base nos resultados apresentados fica evidente a originalidade do estudo que vinculou a inserção do cuidado da família ao neonato na UTIN de um hospital escola em meio a uma pandemia. Os dados apontam para necessidade na melhoria não só da infraestrutura, com mais espaço para o acolhimento da família e sua integração efetiva no cuidado, mas também para a elaboração de estratégias de translação do conhecimento, como vídeos e folders instrucionais, ampliando a compreensão dessas famílias e minimizando suas angústias diante da internação do neonato na UTIN, especialmente em contextos pandêmicos. Essas estratégias demonstram avanço no conhecimento, complementando as publicações anteriormente avaliadas na revisão integrativa (8) que deu suporte para elaboração do projeto desta pesquisa. Além disso, também evidencia a necessidade de capacitação e suporte aos profissionais, com abordagens interdisciplinares, visando fomentar uma gestão do cuidado mais integrada e acolhedora.

A importância dos pais no cuidado e acompanhamento do RN em uma UTIN, deve ser apontada como algo que vai além de ser um suporte para a mãe. Sendo o pai parte integrante desse núcleo familiar sua presença reforça para a criança o laço paterno possibilitando, assim, trocas de experiências cognitivas e perceptivas, além de afetivas. (15) Vale destacar que este contato de pais e RN pode ser constituído como origem principal de bem-estar, segurança e efetividade. Assim, possibilita-se ao RN a capacidade de procurar novas vivências, influenciando ainda todos os demais relacionamentos que irá ter durante sua vida. (16)

Além disso, os participantes destacaram também que a ampliação do vínculo dos pais com a própria equipe favorece a confiança no cuidado desempenhado na unidade. Logo, para poder minimizar os efeitos traumáticos e as adversidades vividas em uma UTIN destaca-se a atenção ao vínculo dos pais com os bebês, dos profissionais com os bebês, com a família, da equipe interdisciplinar entre si e das equipes com os gestores. (17)

Conforme evidenciado por estudo, (18) a participação da família no processo de cuidado proporciona resultados mais favoráveis tanto para os familiares quanto para o RN. Nesse contexto, o CCF não apenas colabora para a redução do estresse e da ansiedade da família, mas também fomenta o fortalecimento de vínculo entre estes e o neonato, contribuindo para o desenvolvimento saudável do bebê.

O contato mãe-bebê na UTIN apresenta diversos benefícios, incluindo a redução do estresse do RN, adaptação ao ambiente hospitalar, promoção do desenvolvimento neurológico e sensorial, melhora da resposta hormonal e controle emocional. Ademais, quando as mães recebem apoio psicológico, há uma diminuição da ansiedade e do estresse, beneficiando o aleitamento materno e proporcionando suporte emocional necessário diante da prematuridade ou de outras condições clínicas. (19) Vale destacar que quando os pais têm acesso livre à internação do filho e aos procedimentos, conseguem aceitar melhor a condição de saúde dele. (5)

Os resultados mostraram que a falta de um espaço para os pais na UTIN interfere tanto no acompanhamento deles nos cuidados e no ensino deles pelos profissionais, quanto no conforto deles, o que prejudica a presença deles ao lado dos filhos. Nesse contexto, é preciso reorganizar os espaços de forma que seja possível os pais se sentirem bem recebidos e confortáveis na UTIN e, assim, poderem participar efetivamente no cuidado de seus filhos, favorecendo o preparo para os cuidados no pós-alta e o estabelecimento de vínculos, visando o desenvolvimento físico e emocional pleno dos bebês.

Diversas barreiras comprometem a implementação da prática de humanização no ambiente da UTIN. (20) Destacam-se a falta de adesão, a ausência de autonomia profissional, a escassez de tempo, a insegurança técnica, a insuficiência de recursos humanos, o ambiente agitado e barulhento, a resistência de alguns profissionais em iniciar o contato pele a pele com recém-nascidos extremamente pequenos, a falta de treinamento adequado, a ausência de apoio da equipe médica para a realização de cuidados humanizados, a carência de suporte gerencial, o desconhecimento acerca do Método Canguru (MC) e a limitação do espaço físico. (20)

A hospitalização em uma UTIN é uma experiência difícil que pode provocar impactos variados tanto na família, quanto no RN, assim podendo gerar uma ruptura na unidade familiar, que leva ao desequilíbrio na sua capacidade de funcionamento, de modo que podem surgir conflitos e afastamentos entre os seus membros. (5) Além disso, a internação do recém-nascido na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN) provoca nas famílias uma combinação complexa de sentimentos, incluindo angústia, medo, ansiedade, tristeza, fé e esperança, em resposta à instabilidade do quadro clínico do recém-nascido. (21)

Nesse contexto, o acolhimento da família contribui para a minimização de aspectos negativos, aumentando o vínculo da família com a equipe de saúde e permitindo melhora na atenção ao RN. A inclusão da família no cuidado ao RN hospitalizado tem sido realizada para fortalecer a ação desta durante a internação do bebê, cabendo ao profissional orientá-la e situá-la diante dos cuidados que estão sendo realizados, tornando-a integrante do processo de cuidar. (22)

Destaca-se que o distanciamento social, imposto pela pandemia, interferiu também no suporte às famílias que têm seus filhos na UTIN, pois os pais não puderam contar com o apoio presencial de outros familiares, o que pode ampliar a sobrecarga física e emocional dos pais. As consequências sociais e psicológicas que estão associadas ao isolamento podem ser aumentadas em decorrência do momento vivenciado por cada pessoa, como na situação das famílias que passam pelo processo de hospitalização de um RN em uma UTIN. As medidas de isolamento social repercutem diretamente no cotidiano das pessoas, influenciando o que elas fazem, como elas vivem, quais atividades realizam e como se inserem. (23)

Além dos pais não poderem permanecer 24hs com seus filhos na UTIN, com o isolamento social que a pandemia impôs, a situação foi potencializada em decorrência de planos de contingenciamento adotados pelos municípios e pelas instituições nas quais os bebês estão internados. Os hospitais criaram restrições de número e circulação de pessoas nos serviços de saúde, limitando ou suspendendo as visitas. (24)

Em algumas unidades, foi permitida apenas a presença do pai ou da mãe com horários restritos, em muitos casos somente a presença da mãe. Medidas que embora fossem necessárias geraram uma grande perda tanto para os bebês, quanto para os pais, visto que a presença deles traz importantes benefícios físicos e emocionais para ambos. (25)

Dentre as facilidades para inserção da família no cuidado ao RN na UTIN os profissionais destacaram o incentivo ao aleitamento materno e ao Método Mãe Canguru. O Método Mãe Canguru constitui-se como ferramenta importante na assistência prestada pela equipe de enfermagem, estimulando o aleitamento materno e o vínculo mãe-bebê, além de contribuir no controle de infecções e melhorar a recuperação do RN. (26) A família também se beneficia desse método, pois a diminuição do tempo de afastamento dos bebês reforça os laços afetivos e a participação no cuidado da criança.

Ademais, o presente estudo mostrou que a comunicação e interação da equipe com a família também são imprescindíveis para fomentar a participação da família no cuidado ao RN na UTIN. Esses são instrumentos fundamentais na execução dos cuidados de enfermagem. (3) Portanto, é incumbência da equipe estabelecer uma comunicação eficaz com os familiares desde o início da permanência na unidade, fomentando acolhimento e estabelecimento de vínculos que contribuam para aumentar a sensação de segurança e confiança no cuidado prestado. (24)

Dentre as estratégias utilizadas pelos profissionais para ampliar a participação da família no cuidado, foram destacados o incentivo ao toque e auxílio na troca de fraldas. Esses, de acordo com os participantes do estudo, fazem com que a família tenha um melhor enfrentamento da condição do filho e ajudam a fornecer segurança no momento de levar o bebê para casa. Cabe a enfermagem garantir que a família obtenha um bom entendimento do estado de saúde do filho, devendo perceber se os pais estão compreendendo os cuidados prestados e se esforçando para esclarecer suas dúvidas, podendo assim ajudar na diminuição da ansiedade dessa família. (27)

Complementarmente, também houve destaque para o uso de ferramentas digitais, como o uso do Whatsapp para ampliar a comunicação entre a equipe e a família, e também entre as famílias dos RN internados na UTIN, com criação de grupos de ajuda mútua. Por muitos anos, o uso do aparelho celular nas unidades neonatais foi restrito, porém hoje é visto como uma importante ferramenta que pode ajudar nos momentos delicados, como na pandemia vivenciada, reduzindo a distância entre a família e o bebê. O uso de mensagens gravadas ou lidas pela equipe podem ser enviadas, favorecendo assim o envolvimento de outros familiares como avós e irmãos. Registros de vídeos e fotos, podem ser enviados para os pais, amenizando a dor e estimulando o vínculo. (28)

Os resultados apontam ainda que a forma como os pais são acolhidos na UTIN irá determinar a interação e o relacionamento que será estabelecido entre a equipe e a família do neonato. Por isso, é imprescindível que o acolhimento adequado seja realizado desde o momento da internação do neonato. Isso auxilia a família a se adaptar melhor ao ambiente hospitalar, fomenta a construção de uma relação de confiança, facilita a compreensão da rotina hospitalar, encoraja a participação nas decisões e nos cuidados com a criança. Essa abordagem empática por parte da equipe considera o momento de vulnerabilidade da família, com o objetivo de tornar o período de internação o menos doloroso possível, sendo fundamental para o bem-estar dos pais e do neonato. (29)

Dessa forma, é necessário que as instituições de saúde continuem a investir em programas de formação e desenvolvimento profissional, capacitando os profissionais a adotarem e implementarem práticas centradas na família. (18) Apenas por meio dessa abordagem colaborativa e compassiva pode-se garantir que os neonatos e suas famílias recebam o cuidado necessário durante sua permanência na UTIN e após.

Por fim, foram destacadas pelos profissionais várias estratégias para ampliar a inserção familiar no cuidado ao neonato na UTIN, tais como: a criação de um grupo para família entender melhor a rotina da unidade; a elaboração de vídeos educativos e de panfletos. Nesse contexto, os grupos de apoio são fundamentais como espaços de cuidado e suporte para os familiares na UTIN. (30) Esses promovem o compartilhamento de experiências, fortalecem os vínculos entre os participantes e fornecem informações essenciais, resultando em um efeito positivo no processo de hospitalização dos pacientes e seus familiares. Além disso, contribuem para a humanização no ambiente hospitalar, fortalecendo as relações entre os profissionais de saúde e os familiares.

Complementarmente, identifica-se atualmente que a utilização de materiais de multimídia podem contribuir de fato para o aprendizado na área da saúde. (31) Portanto, atualmente, os vídeos educativos têm sido incorporados em diversas esferas, e a enfermagem tem gradualmente adotado essa tecnologia como instrumento de suporte, especialmente em iniciativas educacionais. (32) Assim, a tecnologia audiovisual emerge como ferramenta atrativa para promover saúde, educação e aprendizagem.

Destaca-se ainda que o estudo foi planejado com base em lacunas identificadas pelo grupo de pesquisa, do qual a graduanda e a orientadora fazem parte. Nesse grupo, em que participam profissionais da UTIN, chefias, estudantes de graduação e pós graduação e docentes da universidade vinculada ao hospital escola, são discutidas mensalmente questões relacionadas ao cuidado oferecido na unidade, formas de melhorar a inserção da família e de fornecer suporte aos profissionais, que auxiliaram a embasar a pergunta e os objetivos desta pesquisa. A partir disso, organizam-se pesquisas, palestras, eventos acadêmicos e também para as famílias, bem como sensibilizações com os profissionais, além de atividades de educação em saúde para as famílias in loco.

 

 

Conclusões

 

 

O estudo traz importantes contribuições para repensar a prática assistencial que envolvem a gestão dos serviços, reavaliando infraestrutura e recursos materiais em busca de formas para proporcionar maior espaço e tempo para o acolhimento, conforto e permanência dos pais na UTIN. Quanto aos recursos humanos identificou-se a necessidade de ampliação nas capacitações, visando que os profissionais recebam mais suporte e espaços de escuta. Além disso, também evidenciou-se a necessidade de elaboração de estratégias instrucionais (vídeos, folders, educação em saúde), fomentando a ampliação da inserção das famílias no cuidado ao RN na UTIN e um acolhimento dialógico, que viabilize o compartilhamento de informações e vivências entre as famílias e destas com os profissionais da unidade, tais como criação de grupos de familiares e utilização de ferramentas digitais para comunicação (whatsapp).

Como contribuição para a extensão universitária vislumbra-se a possibilidade de criar grupos multidisciplinares de acadêmicos, com diversos cursos da área de saúde (enfermagem, medicina, nutrição, psicologia), que ampliem o enfoque de educação em saúde para os pais do RN na UTIN. Para a pesquisa, sugere-se estudos futuros incluindo pais e familiares desses RNs, visando avaliar intervenções específicas para suas demandas e ampliar sua participação no cuidado dentro da UTIN, considerando o CCF em que a família constitui-se por múltiplos elementos em interação concomitante, sendo a unidade primária do cuidado do neonato e, portanto, responsável pela promoção da sua saúde e prevenção de doenças.

Enquanto limitação do estudo, destaca-se o estado de distanciamento social pelo enfrentamento da pandemia de COVID-19, no período da coleta dos dados, que dificultou a abordagem aos participantes, sendo necessárias várias tentativas para conseguir realizar as entrevistas de forma virtual e contribuindo para um número mais reduzido de participantes.

 

 

Referencias:

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Como citar: Lopes CF, Gabatz RIB, Milbrath VM, Velasques PT, Cruz RDL, Liota BR. Inserção da família no cuidado ao recém-nascido internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal. Enfermería: Cuidados Humanizados. 2026;15(1):e4809. doi: 10.22235/ech.v15i1.4809

 

Financiamento: Este estudo não recebeu nenhum financiamento externo ou apoio financeiro.

 

Disponibilidade de dados: O conjunto de dados que embasa os resultados deste estudo não está disponível.

 

Conflito de interesse: Os autores declaram não ter conflito de interesse.

 

Editora científica responsável: Dra. Natalie Figueredo

 

Enfermería: Cuidados Humanizados, 15 (1)

January - June 2026

10.22235/ech.v15i1.4809

Original articles

 

Including Families in the Care of Newborns Admitted to Neonatal Intensive Care Units

Inserção da família no cuidado ao recém-nascido internado na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal

Inclusión de la familia en el cuidado de recién nacidos ingresados en Unidades de Cuidados Intensivos Neonatales

 

Caroline Fagundes Lopes1 ORCID 0000-0001-6701-7155             

Ruth Irmgard Bärtschi Gabatz2 ORCID 0000-0001-6075-8516

Viviane Marten Milbrath3 ORCID 0000-0001-5523-3803             

Pedro Trindade Velasques4 ORCID 0000-0002-1643-3252             

Rafaela De Lima Cruz5 ORCID 0000-0003-1067-8678

Brenda Reinheimer Liota6 ORCID 0009-0007-3581-6746             

 

1 Pronto Socorro Municipal de Pelotas, Brazil

2 Universidade Federal de Pelotas, Brazil

3 Universidade Federal de Pelotas, Brazil                    

4 Universidade Federal de Pelotas, Brazil

5 Clínica Rio Imunne Pelotas, Brazil      

6 Universidade Federal de Pelotas, Brazil, [email protected]

 

Abstract:
Objective:
To know Nursing teams’ perspective regarding inclusion of the family in the care of newborns admitted to Neonatal Intensive Care Units (NICU).
Methodology: A qualitative research study conducted with professionals from the NICU of a school hospital in southern Brazil. The participants were nine Nursing team members that were selected through intentional sampling; the data were collected in interviews, subsequently organized in a qualitative data analysis software program and analyzed by means of thematic analysis.
Results: The results indicate that the main difficulty is related to infrastructure, as the hospital lacks a suitable space to welcome parents. The practicalities pointed out were as follows: encouragement for breastfeeding, the Kangaroo method and parents’ participation. In relation to the strategies used to enhance family inclusion, the professionals highlighted creating WhatsApp groups, as well as dialog and welcoming.
Conclusions: It is necessary to enhance family inclusion in the care provided to newborns in the Neonatal Intensive Care Unit, improving the infrastructure so as to provide more comfort. In addition to that, using digital strategies and including health education extension actions for parents prove to be promising in improving the care provided by families to neonates. The research results allowed aligning joint actions between the education and assistance spheres by means of university extension programs.

Keywords: neonatal intensive care units; nursing team; family; newborn.

 

Resumo:
Objetivo:
Conhecer a perspectiva da equipe de enfermagem sobre a inserção da família no cuidado ao recém-nascido na Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN).
Metodologia: Pesquisa qualitativa realizada com profissionais de uma UTIN de um hospital escola do sul do Brasil. Participaram nove profissionais da equipe de enfermagem, selecionados por amostragem intencional, sendo os dados coletados por meio de entrevistas, posteriormente, organizados em software de análise qualitativa de dados e analisados por meio da análise temática.
Resultados: Os resultados indicam que a principal dificuldade está relacionada à infraestrutura, sendo que o hospital não tem um espaço adequado para receber os pais. Como facilidades foram apontados o estímulo ao aleitamento materno, o método canguru e a participação dos pais. Em relação às estratégias usadas para ampliar a inserção da família, os profissionais ressaltaram a criação de grupos de WhatsApp, bem como o diálogo e o acolhimento.
Conclusões: É necessário ampliar a inserção da família no cuidado ao recém-nascido na Unidade de Tratamento Intensivo Neonatal, melhorando a infraestrutura de forma a proporcionar maior conforto. Além disso, o uso de estratégias digitais, bem como, a inserção de ações extensionistas de educação em saúde para os pais mostram-se promissores para melhorar o cuidado das famílias ao neonato. Os resultados da pesquisa permitiram o alinhamento de ações conjuntas entre a academia e a assistência por meio da extensão universitária.

Palavras-chave: unidades de terapia intensiva neonatal; equipe de enfermagem; família; recém-nascido.

 

Resumen:
Objetivo:
Comprender la perspectiva del equipo de enfermería sobre la inclusión de las familias en el cuidado de recién nacidos en unidades de cuidados intensivos neonatales (UCIN).
Metodología: Investigación cualitativa realizada con profesionales de una UCIN de un hospital universitario del sur de Brasil. Participaron nueve miembros del personal de enfermería, seleccionados mediante muestreo intencional, cuyos datos fueron recolectados a través de entrevistas, posteriormente organizados mediante un software de análisis de datos cualitativos y analizados mediante análisis temático.
Resultados: Los resultados indican que la principal dificultad está relacionada con la infraestructura, ya que el hospital no cuenta con un espacio adecuado para recibir a los padres. Los aspectos prácticos favorables incluyen el fomento de la lactancia materna, el método canguro y la participación de los padres. En relación con las estrategias utilizadas para ampliar la inclusión de la familia, los profesionales destacaron la creación de grupos de WhatsApp, así como el diálogo y la acogida.
Conclusiones: Es necesario ampliar la participación de las familias en el cuidado de recién nacidos en la unidad de cuidados intensivos neonatales, mejorando la infraestructura para brindar mayor comodidad. Además, el uso de estrategias digitales, así como la inclusión de programas de educación para la salud para padres, son prometedores para mejorar el cuidado de los recién nacidos. Los resultados de la investigación permitieron coordinar acciones conjuntas entre las áreas académica y de la asistencia a través de programas de extensión universitaria.

Palabras clave: unidades de cuidados intensivos neonatales; equipo de enfermería; familia; recién nacido.

 

Received: 02/09/2025

Accepted: 03/03/2026

 

Introduction

 

 

Intensive care units are places that require special attention, as they raise strong feeling in family members and teams, as well as conflicts between them. It is worth noting that newborns (RNs) hospitalized in Neonatal Intensive Care Units (NICUs) are not always ill: they are physiologically immature in most of the cases. (1)

NICU planning and organization, such as choice of materials, devices, human resources and physical facilities should be exclusively thought for neonatal care, mainly for premature newborns. The need to accommodate parents so that the actively take part in the care provided to the children should also be noted. (2)

In this sense, NICU care has undergone changes throughout the years, widely discussing the importance of families participating in the care provided to neonates and pointing to the need to assist them in the hospitalization context, with due support from health teams and grounded on a care model that contributes physical and emotional benefits for both .(3) Thus, Family-Centered Care (FCC) steps in since, from this Nursing care perspective, assistance goes beyond the neonates’ clinical aspects, incorporating the families’ emotional, affective and social issues and developing a relationship based on a trustful and respectful bond between teams and families, in addition to encouraging the parents’ autonomy for them to actively take part in the care provided to their children. (3, 4)

FCC seeks to establish a solid bond between health professionals and families by means of adequate welcoming and effective communication. (3, 4, 5) However, weakness or absence of such bond can result in unfavorable perceptions among the parents as for the assistance offered. Consequently, this scenario distances them from engaging in the care process for the NBs. In addition to that and regarding the parents staying in the NICU, there are factors related to families themselves that can impair their continuous permanence, such as distance from their house to the hospital, work activities and financial conditions, as well as responsibilities and requirements with their other children. (6)

It is noted that FCC in an NICU is a comprehensive approach with acknowledged benefits in the literature (3, 4, 6) and presenting several advantages, such as minimizing the parents’ distress through their participation and autonomy, encouraging breastfeeding and reducing the number of complications resulting from prematurity. (6)

However, many professionals are relatively resistant to adopting such approach, reporting the perception of being evaluated by the families and, thus, disagreeing in including companions in planning the care to be provided to NBs. (7) In addition to that, many professionals believe that, for requiring time and attention, family participation results in increased workloads. In addition, some nursing technicians report facing obstacles to include families at certain moments, such as during complications or when performing invasive procedures. (6)

After conducting an integrative review, it was identified that, when adequate, infrastructure and material and human resources can favor family inclusion in the care process, but they can also be hindering elements for that inclusion when failing to meet the demand. (8) Therefore, team training and sensitization are indispensable for family inclusion, an aspect that is to be worked on in permanent education for NICU professionals. It is noted that this review was developed aiming to detect gaps in publications in order to prepare the project that gave rise to the current research study; therefore, issues related to the strategies used by the professionals to include families in the care process were added, in addition to assessing the influence exerted by the pandemic period on this inclusion process.

Considering the importance of including families in the care provided to newborns admitted to an NICU and the role of Nursing teams for that to become a reality, it was deemed necessary to expand knowledge about Nursing teams’ perspectives regarding family inclusion, as well as about the strategies used to such end. Consequently, the objective was to know Nursing teams’ perspective regarding inclusion of the family in the care of newborns admitted to Neonatal Intensive Care Units. The following research question was prepared for that end: Which is the Nursing teams’ perspective regarding inclusion of the family in the care of newborns admitted to Neonatal Intensive Care Units?

 

 

Methods

 

 

This is a basic, descriptive and exploratory research study in which the Consolidated criteria for Reporting Qualitative research (COREQ) guide (9) were followed to enhance reliability of the process. Basic qualitative research studies do not follow pre-established philosophical or methodological assumptions; however, they still seek to understand perspectives and phenomena. (10) The exploratory approach aims at expanding knowledge about the problem in question; in turn, the descriptive approach seeks to detail events and attributes of a given context. (11)

Considering the COREQ guide and referring to the interviewer’s characteristics, she was an undergraduate Nursing student, member of the research group and previously trained by an advisor (a PhD professor with vast experience in qualitative research). This undergraduate student had previous contact with the participants for having undergone her academic internship in the sector where the research was developed. Therefore, the participants were aware of her personal objectives and of the reasons to develop the study; in addition, the interviewer was familiar with the setting.

The research was conducted at the NICU of a school hospital located in a municipality from the Brazilian South region. Choice of the participants was intentional, selecting Nursing team professionals from the unit in question according to the relevant specific characteristics to meet the study objectives. The research participants were nine Nursing team members (from a total of 13 nurses and 33 nursing technicians) working in the morning, afternoon and night shifts. The research inclusion criteria were being a Nursing team professional and having worked in the NICU for at least six months, as they would already have undergone the experience-gaining period and know the unit’s routines. The Nursing professionals excluded were those that were away from work, on leave or under medical certificates during the data collection period. Two nurses were under medical certificates during the collection period. In addition to that, 14 professionals did not answer the invitation messages, even when forwarded more than once, and 21 reported not wishing to take part in the research.

Although the number of participating professionals was low considering the total of eligible subjects, data saturation was detected on the seventh interview, as it was possible to identify in the results that similar answers were repeated in all the questions asked. In addition, it is understood that there may be bias in the results, considering that the participating professionals may have a more inclusive view about parents taking part in the care process, when compared to the professionals that refused to participate, which represents a study limitation that precludes generalizing the results.

The research study was in consonance with the ethical precepts set forth in Resolution No. 466/2012 by the National Health Council belonging to the Ministry of Health, (12) respecting Bioethics-related issues such as autonomy, non-maleficence, beneficence, fairness and equality. In line with the ethical norms set forth in Resolution No. 466/12, the project was submitted to Plataforma Brasil and approved under CAAE 50537721.0.0000.5316 and Opinion No. 4,910,780. The audio-recorded data were transcribed and stored in the undergraduate student’s PC, where they will remain for a 5-year period. The free and informed consent form, which was read and handed in in paper format to each participant and signed in two copies (the researcher keeping one and each participants, the other), contained a detailed description of the research objectives and question, as well as the voluntary nature of participation and consent withdrawal at any study moment.

In turn, semi-structured interviews were conducted for data collection. These interviews were based on a script with characterization questions and others related to the professionals’ perspectives about including families in the care provided to neonates in the NICU (the professionals’ view about including families in the care process; difficulties and practicalities found in including families in the care process; living with families in the NICU; and strategies used to include families in the care provided to neonates). It is noted that the interview script was prepared based on a literature review in which the main findings about the topic were identified, as well as on the researchers’ experience in the care provided to neonates in an NICU. The interviews were conducted between October and December 2021. Due to the social distancing condition imposed by COVID-19 coping efforts at the collection time, the interviews were conducted by means of videocalls in the Google Meet platform.

The interviews were recorded and subsequently manually transcribed for a comprehensive data analysis, double-checking the transcriptions. The undergraduate student and a Scientific Initiation scholarship fellow took part in this stage, both previously trained to such end. It is noted that the transcriptions were sent to the participants for their validation; however, no requests to modify the texts forwarded were made, as all of them agreed to the transcribed contents. The interviews lasted a mean of twenty minutes and had been previously scheduled with the participating professionals. They were conducted by means of videocalls in which both the participants and the interviewer were alone in respective private spaces, preserving each participant’s privacy during the interviews.

It is noted that the research results were subsequently presented at an open research group meeting with the heads of the sector where the research was developed and to which the study participants were invited. Applicability of the results to devise strategies to enhance and improve family inclusion in the care provided to neonates in the NICU was also discussed in that meeting.

The data collected were entered into WebQDA (Qualitative Data Analysis) to organize them. (13) Using this program, it was possible to create a cloud with the 100 words most frequently found in the interviews (Figure 1). It is noted that the following criteria were applied: words with more than three characters and excluding some adjectives, pronouns, adverbs, verbs and indefinite pronouns (for example: that, no, have for, with more, them, by, I_think, but, one, then, times, that, also, there, how, go and very, among others) that added nothing to the intended meaning.

 

Figure 1: Cloud with the 100 most frequent words in interviews.

 

The main study topics were prepared based on the word cloud created by the software program and on the diverse information contained in the interviews, dividing the excerpts from the interviews according to the topics listed. The following words stand out among the most frequent terms: ICU, family, parents, care, newborn, professional, inclusion, presence, perspective, neonatal, care and pandemic, which represent the initial codes that guided the categorization process. Thematic analysis (14) was used, consisting in identifying, analyzing and reporting the topics found in the data collected and following six steps: familiarization; code generation; creation of topics; topic review phase; and the report review and production phases.

The researchers gained familiarity with the data by transcribing, reading and checking the interviews. The initial codes were generated by creating the word cloud in WebQDA, which analyzes the sources included (interviews) indicating the most frequent words that constitute the initial codes. The topics were created by grouping similar data, identified in the sources (interviews), and imported into WebQDA. After this stage, the topics were reviewed by evaluating their coherence and depth regarding the data. Finally, the report was written in the form of an interpretation of the results categorized in the topics defined and their discussion against the scientific literature. It is noted that all the stages described were double-checked by the undergraduate student and her advisor, aiming at credibility, reliability and transferability of the results.

Therefore, four thematic categories were created based on gathering the initial codes to present the results, namely: The professionals’ perspective about including families in the care provided to NBs in the NICU; Difficulties experienced regarding family inclusion in the care of NBs in the NICU; Practicalities experienced for family inclusion in the care of NBs in the NICU; and Strategies used by the professionals to include families in the NICU context.

 

 

Results

 

 

Eight of the nine Nursing team professionals that took part in the research were women and one was a man, and their ages varied between 30 and 40 years old. Seven were working as nurses and two, as nursing technicians. As for the professionals’ time working in the NICU, five of them had done so for five years, six had worked there for three years, one for four and a half years, one for six years and another one for eleven years. In relation to their training time, it was as follows: 15 years (1), 12 years (2), 11 years (2), 10 years (2), 7 years (1) and 5 years (1).

 

 

The professionals’ perspective about including families in the care provided to NBs in the NICU

 

 

This topic included the testimonies given by the participants who acknowledged that it is fundamental for families to be included in the NICU routine, with most of them highlighting their importance in newborn care:

I think it is essential to include families in care, in seeing how it is provided, in taking part in it, in implementing the care measures. (...) it’s not even the fact of the parents assuming care sometimes, but that they can see that care, that they can be there and see their child being cared for. (P6)

I think it’s fundamental, it makes the whole difference for both, for the family, to feeling closer, more important, more useful, and for the baby too in studies that show the importance of their presence, of listening to their voice. (P9)

The testimonies allow evidencing the perception that family participation in the care provided to newborns in the NICU is indispensable, where this participation goes beyond implementing and seeing care measures but also includes follow-up. Therefore, even if the families are not directly providing care, the simple fact of being there and seeing how their children are being assisted already makes a large difference. In this context, the participants understand that the affective bond between families and NBs is fundamental, with the consequent possibility of reducing emotional stress both in the children and in the family members:

It’d be kind of assembling even more this issue both of touch and presence of the bond, (...) increase the bond. (...) it’d be important that they could spend most of the time, that’d be fundamental for the NBs. (P1)

Bonding between father and child, between parents and child. Participating in the care provided, participation in those children’s healing and recovery processes, the parents’ participation in the ICU is also linked the team, with trusting the team too. (P5)

The reports provided by P1 and P5 point to the importance of bonding between parents and children; in addition, it is fundamental for the NBs that their parents spend more time in the NICU, as well as for them to take part in the care provided. In addition to that, the parents’ presence and participation in care also enhances their relationship with the team, contributing to them trusting in it and exerting an influence on the neonates’ healing and recovery processes. Another issue highlighted by the participants refers to the importance of touch, of the parents’ physical contact with the NBs, as shown in the following testimonies:

I see children that hardly receive a visit from their mothers, they just look and go out and other mothers stay there, talk to them and touch them with their hand, (...) and they maintain that contact, it already makes a big difference, for the children to get better. (P2)

Including families in the care provided to newborns in the NICU (...), to establish that affective bond, to get used to the new reality they’re living with that little baby. Touching, talking, warm words; the whole context is important for that little baby to recover and for emotional health, too. (P3)

In these testimonies, it can be seen that the professionals understand the parents’ need to be with the children in the NICU and that their presence favors getting acquainted with the new life reality, thus contributing to bonding with the newborns. Therefore, touching and talking (in other words, effective presence) make a large difference for parents, but especially for the neonates, assisting the parents’ and newborns’ emotional health.

 

 

Difficulties experienced regarding family inclusion in the care of NBs in the NICU

 

 

This category presents the testimonies related to the difficulties experienced by the professionals when including families in the care of NBs. These difficulties are especially related to infrastructure deficits, which do not allow adequately accommodating the parents in the NICU. In addition to that, there is also the parents’ fear of remaining in the unit and touching their children, due to their frail state.

It’s difficult (...) poor organization of the unit, of the unit’s physical space. (...) the unit’s structure doesn’t allow, for example, for us to put a chair for the fathers or the mothers to be with the babies at night (...) to take care of those little babies and follow-up their care. Another thing I feel it’s missing is an appropriate place for the parents to stay, with a bed, a sofa, a fridge. Because it’s a child (...) on exclusive breastfeeding, then comes a time at night that he’s got no more milk from the mother. (P5)

There’s a structural aspect: the ICU ends up being too small, then sometimes that thing of the mothers talking to their children, (...) it improves the bond, touch ends up a little impaired due to the physical structure, the mothers have no place to stay. (...) there’s no accommodating structure (...) because we only have some chairs now, if all the mothers stayed with their children both shifts (...) it’d be really complicated. (P7)

Based on the reports, certain difficulty related to the infrastructure is noticed as for including families in NB care, as the NICU lacks a suitable space to welcome family members; it does not even have an adequate room for the parents that want to stay in the hospital to rest at night. That ends up directly interfering in the care provided, such as in terms of providing breast milk and, especially, constancy of the bond. Other hindering factors mentioned by the participants were related to the parents’ feelings, such as fear, insecurity, doubts and wishes of handling their NBs and taking care of them:

Not all of them want to be included in the care process, some people are afraid of handling the NBs, sometimes you ask them to touch (...) the babies and they don’t want to do so all the same, (...) due to their size, (...) for being an ICU or due to the children’s unstable conditions. (...) these parents are not prepared, so that they can also be active. (P4)

This report shows that the professional beliefs that parents are oftentimes fearful about taking part in the care provided to their children in the NICU. It is a fact that intensive care units generate significant distress in family members; this is even more potentiated when it comes to newborns, who are extremely frail and oftentimes premature. This frailty is intensified due to the family members not being familiar with the environment, the procedures and the care provided to NBs in the NICU; therefore, it is indispensable for the professionals working in the sector to provide support with clear, objective and comprehensive guidelines, solving doubts and offering emotional support.

In addition, it was identified that the COVID-19 pandemic deepened the difficulties to include families in the care of NBs in the NICU, limiting access to the unit with check-in times and number of people allowed:

At this pandemic moment, only parents are allowed to enter the NICU. Siblings, grandparents and godparents are still not allowed. (P3)

Visits have been restricted since COVID started (...), then we only had parents at night. (...) it quite hindered that bonding aspect, because there’s a fixed time now and you’re not always available, you have limited time to stay there. (P7)

The testimonies allow identifying that the pandemic context limited access to the unit, as fixed times were stipulated for the parents to check-in (which was an unrestricted aspect before). In addition to that, other family members (grandparents and uncles, among others) had their access banned, which also interfered in the parents’ support network, as they enjoyed less family support, undergoing deeper distress when facing the complexity generated by the neonates’ NICU hospitalization. The professionals understand that these issues weaken bonds and even presence of the parents in the sector. Complementarily, schedule restrictions also lead to greater difficulties for the professionals to implement the care measures since, at various moments when there is an urgency, presence of the parents ends up being banned. Added to these situations related to check-in time restriction is unavailability of the support the professionals can provide to the parents and the time the parents are allowed to stay in the NICU.

 

 

Practicalities experienced for family inclusion in the care of NBs in the NICU

 

 

This category presents the testimonies related to the practicalities experienced by the professionals when including families in the care provided to NBs, with encouraging breastfeeding, the Kangaroo Method and the parents’ participation standing out as the main ones.

One of the practicalities is the team encouraging (...) breastfeeding (...), this seeks to bring the mother in, she offers stimulus on her lap, the Kangaroo method (...) the Kangaroo position both for the mother and for the father, the team understands how important it is, stimulating as much as possible. (P9)

This report allows noticing the importance granted by the team to breastfeeding and to the Kangaroo method, which are stimulated in the parents aiming at enhancing their participation in the care provided to the NBs. On the other hand, P8 understands that the facilitating aspect is due to the professionals’ allowing the parents to access the service:

The practicalities to include the parents (...) it’s just good faith from the employees. (...) only allowing already eases for the moms and dads to always be there willing to get in. (P8)

According to this report, it is observed that the professionals perceive that the parents’ absence and non-participation in neonatal care is oftentimes directly related to the professionals’ unavailability (good will), as they fail to encourage this participation, which affects the parents and can impair their relationship with their children. Complementarily, the participants understand that the parents are interested in knowing about the care provided to their children and comprehend how the team works:

What eases our job is that most of the parents manage to understand when we can manage to ease their minds in relation to how the patients are handled (...) that helps caring for the babies and they get better a lot faster. Then I think that talking (...) that trust parents end up building with the team. (P4)

I think that the practicalities start in themselves (...) they’re really interested, they want to know how their children are, know how those little babies are going to be cared for. (P5)

These reports evidence the importance of the team welcoming and communicating with the parents, which are facilitating elements in the relationship between professionals and parents, as they generate trust. Therefore, it is indispensable that the professionals are available to solve doubts in honest and welcoming conversations, which exerts an influence on the parents’ interest in taking part and being present in the care provided to their children.

 

 

Strategies used by the professionals to include families in the NICU context

 

 

This category presents the testimonies related to the strategies used by the professionals to include families in the NICU context, with the following among the main ones: parents’ interaction with the NBs; WhatsApp groups; welcoming; incorporating the parents to the care process from the NBs’ NICU admission; and training of the professionals.

We’ve already made large steps forward in terms of strategy (...) the team implemented, (...) beyond free time (...) the issue of them starting in addition to the mother’s lap (...) starting participation there in the NICU, because that participation only began there (referring to the ward) in Kangaroo before, (...) the parents have unrestricted access. Then we started introducing that to Neo (NICU) (...) overcoming that barrier, diaper exchanges, accompanying to the bathroom (...). I think it’d be important, (...) the ideal thing would be a group of parents (...) in WhatsApp, for example. (P1)

This testimony allows identifying that certain evolution was made in the NICU during the last few years. The professionals are more sensitive to the families’ demands and seek strategies to expand their participation in the care provided to the NBs. This is a reflection of the public policies related to including families in the care process, worked on by the heads of the units and by the research groups involved, who hold deep discussions with the professionals about the importance of integrated and family-centered care and its repercussions for the neonates’ development. In addition to that, with the advent of virtual social networks, groups such as WhatsApp emerge as integrating care tools, enabling collectively sharing information, experiences and support. Complementarily, the participants state the importance of welcoming the families from the NBs’ admission to the unit with an initial welcoming:

From the moment those little babies arrive at the NICU, we already have to include the parents in the care provided, so that they can go home more at ease. When the little babies are discharged, the parents are already more independent, they are more confident then in taking care of those little babies on their own. (P5)

The way in which parents are welcomed in the unit determines how an interpersonal relationship is established, which can turn to be harmonious or not. This relationship exerts an influence on the parents’ participation and presence, with the possibility of favoring the care provided to the neonates both during hospitalization and after discharge. In this context, the testimony offered by P6 is also noted; it points out training the professionals so that they can increasingly perceive the importance of including parents in the care provided to newborns as a strategy:

Training is always important, to keep recalling everyone about the importance, resuming with the team, (...) it’s an important strategy (...), to always emphasize what was good at that moment, talking about the assistance. (P6)

In addition to the strategies already resorted to by the professionals, a number of proposals such as organizing groups of family members and meetings with the families were pointed out:

I think there should be, (...) kind of a family group, something like that (...) a meeting (...) to explain what the function of the family is. (...) some health education (...) perhaps with a different professional each week so that each one teaches their stuff. Talking about the general and the specific in their area, (...) it’d be good, even for people to relate. (P2)

The testimony by P2 evidences the need for interdisciplinarity in health education, understood as an important tool both for the professionals and for the family members, enhancing support in the care provided to the neonates. In addition to what has already been pointed out, the participants also reported the importance of preparing informational materials like pamphlets and videos:

Having some document, some pamphlet, anything that can be a guide for the parents because we offer the unit’s routine guidelines, as to what to do in the first visit. It’s just that the first visit to the ICU is already a stressful environment (...) an unknown environment for the parents, and they’re there at that moment, they’re worried (...) they not always take up all that information so well. (P7)

It’d be interesting to make some videos, educational and very simple videos for the moms and dads and show them on that screen while they wait for some visit times and when sometimes there’s a round and they can’t come in. (...) then they’d watch the instructional video, what to do, about breastfeeding, the importance of breast milk in the ICU, and the mothers would interact with each other, talk, exchange ideas. (P8)

In these testimonies, the participants highlight several proposals that may favor including parents in the care provided to neonates, such as creating a group for families to better understand the unit’s routine, as well as to produce educational videos and pamphlets. It is noted that several of these ideas were implemented in the unit after the research results were shared in the research group, especially instructional videos and institutional folders that were handed in to the parents in paper format. In addition to that, development of the activities linked to a university extension project was also expanded. These activities involve weekly visits to the unit by students, who provide guidelines about neonatal care including topics such as hygiene, vaccines, alert signs and breastfeeding, among others.

 

 

Discussion

 

 

Based on the results presented, the study novelty becomes evident, as it provided links regarding family inclusion in the care provided to neonates in the NICU of a school hospital in the midst of a pandemic. The data point to the need to not only improve the infrastructure (enlarging the space to welcome families and effectively incorporate them to the care process) but also to devise knowledge translation strategies such as instructional videos and folders, enhancing these families’ understanding and minimizing their distress for their neonates’ NICU hospitalization, especially in a pandemic context. These strategies show knowledge advancement, complementing the publications previously assessed in the integrative review (8) that was the basis to prepare this research project. In addition, it also evidences the need to provide training and support to the professionals with interdisciplinary approaches, aiming at fostering more integrated and welcoming care management.

The importance of including the fathers in NB care and follow-up in an NICU should be signaled as an aspect that goes beyond mere support for the mothers. As fathers are a family nucleus component, their presence reinforces the paternal bond for the children, thus enabling exchanges of cognitive and perceptive experiences, in addition to affective ones. (15) It is worth noting that contact between fathers and NBs can emerge as the main source of well-being, confidence and effectiveness. Thus, NBs are provided with the ability to seek new experiences, also influencing all the other relationships they will have during their entire life. (16)

In addition to that, the participants also noted that enhancing the parents’ relationship with the team itself favors trust in the care developed in the unit. Therefore, the following stands out to minimize the traumatic effects and the adversities experienced in the NICU: paying attention to the parents’ bonds with the newborns, to the professionals’ relationships with the neonates and with the families, to the interdisciplinary team members’ inter-relations and to the teams’ relationship with the managers. (17)

As evidenced in a study, (18) family participation in the care process yields more favorable results for family members and NBs alike. In this context, FCC not only assists in reducing stress and anxiety in the families but also fosters strengthening the bonds between them and the neonates, contributing to their healthy development.

Mother-newborn contact in a NICU presents several benefits, such as reducing stress in the NBs, adaptation to the hospital environment, promotion of neurological and sensory development, improved hormone responses and emotional control. In addition, anxiety and stress are reduced when mothers are offered psychological support, favoring breastfeeding and providing the necessary emotional support in the face of prematurity or other clinical conditions. (19) It is worth noting that, when parents enjoy unrestricted access to their children’s hospitalization and to the procedures, they can better accept their health conditions. (5)

The results showed that not having a space for the parents in the NICU interferes both in them following-up the care process and in health professionals teaching them, as well as in their comfort, which limits their presence at their children’s side. In this context, it is necessary to reorganize spaces so that parents can feel welcomed and comfortable in the NICU and, thus, be able to effectively take part in the care provided to their children, favoring preparedness for post-discharge care and bonding, aiming at the newborns’ full physical and emotional development.

Various barriers hinder the implementation of humanization practices in the NICU environment. (20) The following stand out among them: lack of professional autonomy; insufficient time; technical insecurity; insufficiency of human resources; busy and noisy environment; resistance in some professionals to initiate skin-to-skin contact with extremely small newborns; lack of adequate training; lack of support from the medical team to implement humanized care measures; lack of managerial support; unawareness regarding the Kangaroo Method (KM); and physical space limitations. (20)

NICU hospitalizations are a difficult experience that can exert various impacts both on the families and on the NBs, with the consequent possibility of generating a rupture in the family unit that may lead to imbalance in its functioning capacity, with the possibility of conflicts and distancing arising among its members. (5) In addition to that, the hospitalization of a newborn in a Neonatal Intensive Care Unit (NICU) generates in the families a complex combination of feelings such as distress, fear, anxiety, sadness, faith and hope, in response to the newborns’ unstable clinical conditions. (21)

In this context, welcoming families contributes to minimizing negative aspects, enhancing their relationship with the health teams and allowing improvements in the assistance provided to the NBs. Family inclusion in the care provided to hospitalized NBs was implemented aiming at strengthening their participation during the neonates’ hospitalization time, with the professionals bearing the responsibility of guiding and situating them as for the care measures on course, thus turning them into a component of the care process. (22)

It is noted that the social distancing period imposed by the pandemic also interfered in the support provided to the families with children hospitalized in the NICU, as the parents could not count on the in-person support of other family members, which may have intensified their physical and emotional burdens. The social and psychological consequences associated with isolation can be potentiated as a result of the moment experienced by each person, such as in the case of families undergoing their NBs’ NICU hospitalization process. Social isolation measures exert direct effects on people’s everyday life, influencing what they do, how they live, the activities they perform and how they get involved. (23)

In addition to the fact that the parents were not allowed to stay 24 hours a day with their children in the NICU due to the social isolation imposed by the pandemic, the situation was potentiated as a result of the contingency plan adopted by the municipalities and by the institutions where the newborns were hospitalized. The hospitals implemented restrictions as for the number of people and their circulation in health services, limiting or suspending visits. (24)

In some units, only fathers or mothers were allowed to be present with restricted times, solely mothers in many cases. Although necessary, these measures generated a significant loss for newborns and parents alike, as the latter’s presence contributes important physical and emotional benefits for both. (25)

Among the practicalities to include families in NB care in the NICU, the professionals highlighted encouraging breastfeeding and the Kangaroo Mother Method. The Kangaroo Mother Method emerges as an important tool in the assistance provided by Nursing teams, stimulating breastfeeding and the mother-newborn bond, in addition to contributing to infection control and improving NBs’ recovery. (26) The families also benefit from this method, as the lower time distanced from the newborns strengthens the affective ties and their participation in the care provided to the children.

In addition, the current study showed that communication and interaction between teams and families are also indispensable to foster family participation in the care provided to NBs in NICUs. They are fundamental instruments in implementing Nursing care. (3) Therefore, it is up to the teams to establish effective communication with the family members from the first moment they arrive at the unit, fostering welcoming and relationships that contribute to improving the sensation of confidence and trust in the care provided. (24)

Encouraging touch and assistance in diaper exchanges were highlighted among the strategies used by the professionals to enhance family participation in the care process. According to the study participants, these measures allow families to better cope with their children’s conditions and help provide confidence when taking the newborns home. It is up to Nursing professionals to ensure that the families fully comprehend their children’s health status; they also should notice if the parents understand the care provided and are making efforts to clarify their doubts, thus being able to assist in reducing anxiety in those families. (27)

Complementarily, using digital tools like WhatsApp also stood out to improve communication between the team and the families, as well as among the families of the NBs hospitalized in the NICU, by creating mutual help groups. Cell phone use in neonatal units has been restricted for many years; however, it is now seen as an important tool that can be helpful at delicate moments (such as the pandemic experienced), reducing distances between families and newborns. Messages recorded or lead by the team can be sent, thus favoring the involvement of other family members like grandparents and siblings. Video and photograph records can be sent to the parents, mitigating pain and stimulating the bond. (28)

The results also indicate that the way in which parents are welcomed in the NICU will determine the interaction and relationship that will be established between the team and the neonates’ families. Consequently, it is indispensable to provide an adequate welcoming from the moment each neonate is hospitalized. This helps each family to better adapt to the hospital environment, fosters establishing a trustful relationship, eases understanding the hospital routine and encourages participation in the decisions and care measures related to the newborns. This empathetic approach by the team considers the vulnerability moment experienced by the families, with the objective of rendering the hospitalization process the least distressing possible, emerging as fundamental for the parents’ and neonates’ well-being. (29)

Consequently, it is necessary for health institutions to continue investing in professional training and development programs, qualifying professionals to adopt and implement family-centered measures. (18) Only through this collaborative and compassionate approach can it be ensured that neonates and their families are offered the necessary care, both during their NICU hospitalization and after discharge.

Finally, the professionals highlighted several strategies to enhance family inclusion in the care provided to neonates in the NICU, such as creating a group for the families to better understand the unit’s routine and producing educational videos and pamphlets. In this context, support groups are fundamental as care and support spaces for family members in an NICU. (30) They promote sharing of experiences, strengthen bonds among the participants and provide essential information, exerting a positive effect on the patients’ hospitalization process and on their family members. In addition to that, they contribute to humanization in the hospital setting, strengthening relationships between health professionals and family members.

Complementarily, it is currently identified that using multimedia materials can in fact contribute to learning in the health area. (31) Therefore, educational videos have now been incorporated in various spheres, and the Nursing area has gradually adopted this technology as a support instrument, especially in educational initiatives. (32) Thus, audiovisual technologies emerge as an appealing tool to promote health, education and learning.

It is also noted that the study was planned based on gaps identified by the research group, of which the undergraduate student and advisor are part. This group comprised by NICU professionals, heads, undergraduate and graduate students and professors working at the university linked to the school hospital holds monthly discussions related to the care offered in the unit and ways to improve family inclusion and offer support to the professionals. These discussions helped ground the question and objectives of this research. Based on this, surveys, lectures, academic events and events for families were organized, as well as awareness raising instances with professionals, in addition to in loco health education activities for the families.

 

 

Conclusions

 

 

The study offers important contributions to rethinking the care practice. These contributions involve management of the services, reassessing infrastructures and material resources seeking ways to provide more space and time for welcoming, comfort and permanence of the parents in the NICU. As for the human results, a need for improvements in training was identified, aiming at the professionals enjoying more support and listening spaces. In addition to that, the study also evidenced the need to devise institutional strategies (videos, folders, health education), fostering greater family inclusion in the care provided to NBs in the NICU and a conversational welcoming that enables sharing information and experiences among the families and between them and the professionals working in the unit, such as creating family groups and using digital communication tools (WhatsApp).

The following can be mentioned as a contribution to university extension: the possibility of assembling multidisciplinary groups of students attending various health area courses (Nursing, Medicine, Nutrition, Psychology) that expand the health education approach for parents of NBs in NICUs. For research, it is suggested to conduct future studies including parents and family members of these NBs, aiming at assessing specific interventions for their requirements and at enhancing their participation in the care process in an NICU, considering FCC. where families are comprised by multiple elements in concomitant interaction and are the primary unit of the care provided to the neonates, therefore being responsible for promoting their health and preventing diseases.

As for study limitations, the social distancing situation to cope with the COVID-19 pandemic during the data collection period stands out, which hindered approaching the participants, with the need for several attempts to conduct the interviews online and contributing to having recruited fewer participants.

 

 

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How to cite: Lopes CF, Gabatz RIB, Milbrath VM, Velasques PT, Cruz RDL, Liota BR. Including Families in the Care of Newborns Admitted to Neonatal Intensive Care Units. Enfermería: Cuidados Humanizados. 2026;15(1):e4809. doi: 10.22235/ech.v15i1.4809

 

Funding: This study did not receive any external funding or financial support.

 

Data availability: The data set supporting the results of this study is not available.

 

Conflict of interest: The authors declare that they have no conflicts of interest.

 

Scientific editor in charge: Dr. Natalie Figueredo.

Enfermería: Cuidados Humanizados, 15 (1)

January - June 2026

10.22235/ech.v15i1.4809