Enfermería: Cuidados Humanizados, 15 (1)
janeiro - junho 2026
10.22235/ech.v15i1.4575
Artigos originais
Simulação realística na avaliação primária do trauma pré-hospitalar: satisfação e autoconfiança na aprendizagem de técnicos de enfermagem e condutores de ambulância
Realistic Simulation in the Primary Assessment of Pre-Hospital Trauma: Satisfaction and Self-Confidence in the Learning of Nursing Technicians and Ambulance Drivers
Simulación realista en la valoración primaria del trauma prehospitalario: satisfacción y autoconfianza en el aprendizaje de técnicos de enfermería y conductores de ambulancias
Luana Biruel Martini1 ORCID 0009-0001-6341-2059
Kelen Mitie Wakassugui de Rocco2 ORCID 0000-0001-8593-4539
Maria Gorete Nicolette Pereira3 ORCID 0000-0001-9862-6279
Caroline Lourenço de Almeida4 ORCID 0000-0002-6043-9301
Glivania de Souza5 ORCID 0009-0005-7164-2603
Eleine Aparecida da Penha Martins 6 ORCID 0000-0001-6649-9340
1 Universidade Estadual de Londrina, Brasil
2 Universidade Estadual de Londrina, Brasil, [email protected]
3 Universidade Estadual de Londrina, Brasil
4 Universidade Estadual de Londrina, Brasil
5 Universidade Estadual de Londrina, Brasil
6 Universidade Estadual de Londrina, Brasil
Resumo:
Objetivo:
Avaliar a experiência da simulação realística no ambiente pré-hospitalar por
meio da Escala de Satisfação e Autoconfiança na Aprendizagem (ESAA).
Método: Estudo descritivo, transversal e quantitativo, participaram 98
profissionais de atendimento pré-hospitalar, técnicos de enfermagem e
condutores de ambulância, no polo B de um complexo regulador no norte do estado
do Paraná. O método incluiu um briefing, aula teórico-prática, simulações de
cenário e caso, seguidas de debriefing. Os participantes preencheram a ESAA
para avaliar os sentimentos desenvolvidos durante o ensino por meio de
simulação realística.
Resultado: Na avaliação geral, o índice de concordância variou entre 93
% e 100 % para todas as questões. Na dimensão satisfação, 100 % consideraram
que a simulação forneceu diversos materiais didáticos e atividades para
promover a aprendizagem (item 2) e gostaram da forma como o professor ensinou
por meio dela (item 3). Na dimensão da autoconfiança na aprendizagem, 94%
concordaram que estão desenvolvendo habilidades por meio da simulação (item 8).
Conclusão: A simulação realística gerou satisfação dos profissionais com
o método de ensino, ao mesmo tempo em que reconheceram sua corresponsabilidade
no processo de aprendizagem.
Palavras-chave: satisfação no trabalho; treinamento por simulação; profissionais de enfermagem; atendimento pré-hospitalar; serviços médicos de emergência.
Abstract:
Objective:
To evaluate the experience of realistic simulation in the prehospital setting
using the Student Satisfaction and Self-Confidence in Learning Scale (SCLS).
Method: Descriptive, cross-sectional, quantitative study involving 98
prehospital care professionals, nursing technicians, and ambulance drivers at
hub B of a regulatory complex in northern Paraná state. The method included
briefing, theoretical-practical class, scenario and case simulations, followed
by debriefing. Participants completed the SCLS to assess the feelings developed
during teaching through realistic simulation.
Result: In the overall assessment, the agreement index ranged from 93%
to 100% for all questions. In terms of satisfaction, 100% considered that the
simulation provided various teaching materials and activities to promote
learning (item 2) and liked the way the teacher taught through it (item 3). In
terms of self-confidence in learning, 94% agreed that they are developing
skills through simulation (item 8).
Conclusion: The realistic simulation generated satisfaction among
professionals with the teaching method, while they recognized their shared
responsibility in the learning process.
Keywords: job satisfaction; simulation training; nursing professionals; pre-hospital care; emergency medical services.
Resumen:
Objetivo: Evaluar la experiencia de la simulación realista en el entorno
prehospitalario mediante la Escala de Satisfacción y Autoconfianza en el
Aprendizaje (ESAA).
Método: Estudio descriptivo, transversal y cuantitativo, en el que
participaron 98 profesionales de la atención prehospitalaria, técnicos de
enfermería y conductores de ambulancia, en el polo B de un complejo regulador
en el norte del estado de Paraná. El método incluyó una sesión informativa, una
clase teórico-práctica, simulaciones de escenarios y casos, seguidas de una
sesión de análisis. Los participantes completaron la ESAA para evaluar los
sentimientos desarrollados durante la enseñanza mediante la simulación
realista.
Resultado: En la evaluación general, el índice de concordancia varió
entre el 93 % y el 100 % para todas las preguntas. En la dimensión de
satisfacción, el 100 % consideró que la simulación proporcionó diversos
materiales didácticos y actividades para promover el aprendizaje (ítem 2) y les
gustó la forma en que el profesor enseñó a través de ella (ítem 3). En la
dimensión de la autoconfianza en el aprendizaje, el 94 % estuvo de acuerdo en
que están desarrollando habilidades a través de la simulación (ítem 8).
Conclusión: La simulación realista generó satisfacción entre los
profesionales con el método de enseñanza, al tiempo que reconocieron su
corresponsabilidad en el proceso de aprendizaje.
Palabras clave: satisfacción laboral; formación en simulación; profesionales de enfermería; atención prehospitalaria; servicios médicos de emergencia.
Recebido: 24/04/2025
Aceito: 26/01/2026
Introdução
O trauma pode ser compreendido como deterioração à integridade do corpo de um indivíduo, os quais, geralmente, são resultantes de acidentes, quedas e outras ações externas. (1)
Sua epidemiologia é uma questão de extrema importância por conta dos altos índices de internações e mortalidade tanto no cenário nacional quanto mundial. Dados apontam que mais de nove pessoas morrem por minuto por trauma ou violência. O trauma tem um peso muito significativo, pois representa 18% do custo das doenças no mundo. Sendo os acidentes de trânsito, o principal agente de morte por trauma no mundo, causando mais de um milhão de mortes por ano. (2) No Brasil em 2020, somente colisões de trânsito foram responsáveis por mais de 190 mil internações nos hospitais da rede pública. (3)
Além de fraturas expostas e lesões cerebrais, o manejo adequado de um trauma requer um exame físico minucioso, o que destaca a relevância de um planejamento apropriado ao buscar a melhor resolução conforme a situação do paciente, evitando assim, a piora do quadro. Este é organizado por meio da utilização de um protocolo que sistematiza e padroniza o atendimento ao trauma. Indicado pelo Advanced Trauma Life Support- ATLS (Suporte Avançado de Vida em Trauma) e Prehospital Trauma Life Support- PHTLS (Suporte de vida pré-hospitalar para trauma) a utilização do mnemônico XABCDE, assim como, uma assistência que determina as prioridades do atendimento ao paciente, de acordo com o trauma sofrido. (1)
Os profissionais que atuam no cuidado pré-hospitalar obtêm o poder de ampliar a estimativa e qualidade de vida, oferecendo um atendimento qualificado e adequado. Este, só pode ser realizado se houver um conhecimento integral dos princípios básicos de avaliação e práticas em suas competências. (4)
O uso da simulação realística como metodologia ativa, é um importante meio de aperfeiçoamento no ensino do atendimento ao trauma. O uso dessa metodologia ativa contribuirá na autoconfiança, na capacidade de intervir em acidentes traumáticos, no gerenciamento de crises, liderança, trabalho em equipe e no raciocínio crítico dos estudantes, profissionais da área de saúde e prestadores de cuidados do pré-hospitalar. (5)
Pamela Jeffries desenvolveu o Nursing Education Simulation Framework, posteriormente atualizado junto a National League for Nursing (NLN), instituindo o modelo atualmente utilizado para aplicação pela enfermagem, NLN/Jeffries Simulation Theory, que apresenta a simulação realística por meio de 3 etapas: briefing, simulação e o debriefing. No briefing é feito um apoio teórico pelo facilitador, contendo todas as informações necessárias para o desempenho do capacitante no momento do cenário. Assim como, instruções sobre espaço físico, equipamentos, tempo, caso clínico e o objetivo da experiência proporcionada. Na simulação ou cenário, os participantes envolvidos exercem as suas condutas de acordo com o proposto, e deste modo se cria um resultado dessa simulação, que depende da assistência prestada na atividade, sendo esta avaliada no debriefing. Nessa fase ocorre uma reflexão e discussão entre o facilitador e todos envolvidos, a fim de observar pontos positivos e erros na simulação de forma ampla, sempre com base em evidências científicas. (6)
A avaliação dessa metodologia ativa e de seu progresso é indispensável para promover melhorias, garantindo uma análise coerente e imparcial, é recomendável utilizar uma ferramenta testada e aprovada cientificamente. Desta forma avaliará os resultados da simulação de acordo com a complexidade e os objetivos definidos previamente. (7)
Além disso, é possível aplicar a Escala de Satisfação e Autoconfiança no Aprendizado (ESAA), apresentada pela NLN, que tem o objetivo de mensurar a satisfação e autoconfiança do indivíduo adquirida mediante a simulação de alta fidelidade. A escala é tipo Likert, de cinco pontos, e que apresenta uma opção não aplicável, quando o participante considera que não diz respeito à atividade simulada realizada, formada por 13 itens, dividida em duas dimensões, a satisfação, composta por cinco itens e autoconfiança na aprendizagem, composta por oito itens. (8)
A ESAA tem como objetivo, demonstrar o papel fundamental da satisfação e autoconfiança dentro do ensino simulado. A satisfação, quando associada a simulação refere-se ao prazer e contentamento de realizar condutas corretas naquela experiência. Por sua vez, a autoconfiança representa a convicção refletida do seu próprio julgamento, a segurança que o ato realizado era o preciso. Obter essa confiança, é essencial para a transição do conhecimento teórico para a prática. (9)
A presente pesquisa é valiosa por concentrar-se na educação continuada, um aspecto fundamental para o aprimoramento constante de profissionais já formados e atuantes em suas áreas. Em um cenário de rápidas transformações sociais, tecnológicas e metodológicas, a atualização permanente do conhecimento torna-se essencial para garantir a qualidade dos serviços prestados, a adaptação a novas demandas e o fortalecimento das competências profissionais. Nesse contexto, a simulação não apenas aprimora as habilidades técnicas, mas também essas habilidades de liderança de equipe, que são extremamente importantes em situações de emergência, potencializando o aprendizado prático e o preparo para contextos críticos. Além de promover o desenvolvimento técnico, a educação continuada contempla não apenas conteúdos específicos da área de atuação, mas também essas habilidades de "liderança de equipe", que são extremamente importantes em situações de emergência. Ao investigar práticas, desafios e impactos da educação continuada, este estudo contribui para o desenvolvimento de estratégias mais eficazes de formação ao longo da vida, reforçando o compromisso com a excelência e a responsabilidade profissional.
Por fim, é de extremo valor uma análise dos dados que a ESAA fornece por meio das suas perguntas para comprovar a eficácia e importância dessa metodologia ativa nos participantes. Neste sentido o objetivo foi avaliar a experiência da simulação realística no ambiente pré-hospitalar por meio da ESAA.
Este artigo explora a relevância da simulação realística como metodologia ativa no atendimento ao trauma em ambiente pré-hospitalar, destacando seu papel na capacitação dos profissionais de saúde. Inicialmente, aborda-se a epidemiologia do trauma e a importância do manejo adequado com base em protocolos reconhecidos. Em seguida, apresenta-se a simulação realística como ferramenta pedagógica fundamentada na Teoria da Simulação da NLN/Jeffries. Por fim, propõe-se a avaliação dessa metodologia por meio da Escala de Satisfação e Autoconfiança na Aprendizagem, reforçando o impacto da educação continuada no desenvolvimento profissional e na melhoria da assistência ao paciente.
Metodologia
Trata-se de um estudo descritivo, quantitativo, com delineamento transversal. Realizado por meio da ESAA, em idioma português, traduzida e validada por Almeida et al., 2015 e foi aplicada aos técnicos de enfermagem e condutores de ambulância que participaram da capacitação com simulação realística na avaliação primária aos traumas pré-hospitalar. (8)
A capacitação foi realizada no município sede do Suporte Avançado de Vida do polo B do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) 17º regional do estado do Paraná, nos meses de dezembro de 2021 a março de 2022. A população do estudo foi constituída por 98 profissionais que, por intermédio dos gestores municipais, foram informados sobre o projeto de capacitação e manifestaram em participar de forma voluntária após a divulgação do convite. O polo B é formado por 14 municípios que doravante serão nominados como municípios de um a quatorze. Os profissionais atuam em hospitais dos municípios e nas ambulâncias, realizando atendimento pré-hospitalar nas situações de urgência, emergência e traumas nas cidades e rodovias circunvizinhas.
Inicialmente foi realizado pré-briefing e briefing, por meio da atualização teórico-prática do protocolo de atendimento a atenção primária aos traumas (XABCDE) e as informações sobre o caso, apresentado os materiais e equipamentos disponíveis para o atendimento, conforme os participantes julgassem necessário. Receberam a informação quanto o tempo de duração de 10 minutos para realização do atendimento, atuando conforme o protocolo de atendimento ao trauma, previamente apresentado. Com o cenário de simulação realística organizado, os participantes foram divididos em duplas por afinidade, os demais aguardavam em local isolado e supervisionado, evitando a visualização do cenário.
O caso a ser atendido pelos participantes, tratou-se de uma colisão moto anteparo, com velocidade de 100km/h, houve a perda o controle da moto e assim, colidiu com um muro, ficando desacordado. Vítima masculino, aproximadamente 40 anos, a cena foi vista por um transeunte, que em seguida da colisão, aproximou-se da vítima, retirou o capacete e correu até o hospital da cidade pedir socorro. A vítima foi um ator treinado e capacitado para simular os sinais de via aérea obstruída por sangue, seguida de confusão mental após a liberação da via aérea, com hematoma periorbitário e retroauricular direito, escoriações pelo corpo, sem fraturas em extremidades, tórax com ferimento aberto com sinais de pneumotórax.
Durante todo o atendimento os profissionais foram observados por 05 enfermeiros experientes em atendimento pré-hospitalar, sendo 02 especialistas em Enfermagem em Urgência e Emergência, 01 mestre e 02 doutorandas em enfermagem com experiência em simulação, onde foi preenchido o checklist de atendimento ao poli traumatizados respeitando a lista modificada de verificação de cuidados com traumas da Organização Mundial da Saúde (OMS), pois o uso do checklist na avaliação do atendimento as vítimas de trauma, tem contribuído para a melhoria nos atendimento, minimizando erros e aumentando a qualidade de vida dos pacientes. (10)
Neste estudo, a facilitadora estudante de mestrado e especialista em enfermagem intervencionista com ênfase em urgência e emergência e paciente crítico, com experiência na simulação, conduziu o cenário e o debriefing.
Ao término da simulação a dupla de profissionais foi direcionada a uma sala reservada juntamente com a facilitadora para a realização do debriefing com bom julgamento, também chamado de Promoting Excellence And Reflective Learning in Simulation (PEARLS), que agrega três estratégias: quando o facilitador estimula as emoções do participante durante a simulação (auto avaliação), podendo fornecer ajuda para reformular os sentimentos (facilitação de discussão focada) para que possam assim alcançar os melhores resultados (feedback diretivo e/ou ensino), pois o PEARLS fornece uma estrutura adaptável, que inclui a tomada de decisão, melhoria das habilidades e técnicas a partir da análise e reflexão. (11, 12)
A satisfação e a autoconfiança na aprendizagem foram mensuradas pela Escala de Satisfação e Autoconfiança na Aprendizagem (ESAA), validada para o contexto brasileiro, (8) apresentando boa consistência interna, com alfa de Cronbach superior a 0,80, o que demonstra confiabilidade adequada do instrumento. A ESAA segue o padrão das escalas Likert, fácil compreensão e autoaplicáveis, onde cada item corresponde a um valor/ponto, que são capazes de mensurar ciências comportamentais, pois emitirão o grau de concordância. (13) Dentro das respostas avaliadas na escala ESAA, foi utilizado o Índice de concordância das respostas apresentadas, quanto a representatividade dos itens em relação ao conteúdo em estudo, que foi dividido em duas dimensões, satisfação, com cinco itens (questões 1 a 5) e autoconfiança, com oito itens (questões 6 a 13). As opções de resposta na ESAA são: 1: Discordo fortemente da afirmação, 2: Discordo da afirmação; 3: Indeciso/nem concordo e nem discordo da afirmação, 4: Concordo com a afirmação e 5: Concordo fortemente com a afirmação, desta forma, para avaliação da escala, o índice de concordância, considerou a somatória das respostas “4” e “5” como melhores respostas, tanto para avaliação de cada item como para avaliação geral do instrumento.
O preenchimento da ESAA teve como objetivo avaliar a percepção dos participantes em relação aos métodos de ensino utilizados na simulação. Isso incluiu a análise da variedade de materiais didáticos e atividades fornecidas durante a simulação, a avaliação do modo como o professor conduziu o ensino por meio da simulação e a eficácia dos materiais didáticos em motivar e contribuir para o aprendizado. Além disso, os participantes avaliaram a adequação do método de ensino utilizando a simulação, assim como sua percepção em relação à confiança e ao domínio do conteúdo da atividade. A ESAA também abordou se a simulação incluiu o conteúdo necessário para o domínio do assunto e se foi possível desenvolver habilidades e adquirir conhecimentos essenciais por meio dela. Os integrantes também reconheceram a responsabilidade individual de aprender o que é necessário durante a atividade de simulação, bem como a importância do papel do professor em orientar sobre o que precisa ser aprendido na temática desenvolvida durante a simulação. Esses aspectos foram os principais focos de análise na ESAA. Desta forma, neste estudo, foram elencados os itens mais relevantes da ESAA: itens 2, 3, 6, 8, 10 e 13.
Os dados foram digitados e organizados no Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), versão 30 (IBM, 2023) o que possibilitou a sistematização e o tratamento estatístico das informações coletadas. A análise foi de natureza quantitativa e descritiva, expressas em valores absolutos e relativos (frequências e porcentagens) para as variáveis categóricas, como sexo, categoria profissional, nível de escolaridade, realização de curso de trauma e autopercepção de capacitação. Para os resultados referentes à autoconfiança na aprendizagem foram apresentados por meio de índices percentuais de concordância, evidenciando o grau de aceitação dos participantes em relação às afirmativas propostas no instrumento de avaliação. Dessa forma, a análise teve caráter eminentemente descritivo, o que permitiu a interpretação das distribuições e tendências observadas nos dados.
A presente pesquisa foi autorizada por todos os municípios participantes e foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) por uma Universidade pública do Paraná, sob parecer nº 4.880.119 e CAE nº 28941520.3.1001.5231, versão 3.
Resultados
Quanto ao perfil dos participantes do estudo, verificou-se que 44 (44,4 %) são do sexo feminino e 55 (55,6 %) do sexo masculino. Com uma média de idade de 44,9 %. Em relação a categoria profissional 50 (51 %) são técnicos de enfermagem e 49 (49 %) condutores. Destes, apenas 45 (45,5 %) obtinham curso de atendimento a trauma e 54 (54,5 %) não realizaram o curso. No quesito de curso superior, 40 (40 %) possuem e 58 (58 %) não possuem ensino superior. Anteriormente a simulação quando questionados sobre como avaliam seu conhecimento a respeito do atendimento a casos de trauma, 38 (38,4 %) se avaliam como bem capacitados, 52 (52,5 %) como pouco capacitados e 9 (9,1 %) como mal capacitados.
Tabela 1: Caracterização sociodemográfica e profissional dos participantes. Norte do Paraná, Brasil, 2022


Fonte: Elaboração própria (14)
1Para preservar a confidencialidade, municípios com menos de cinco indivíduos foram agrupados na categoria “Municípios com <5 ou sem dados”. Os percentuais apresentados correspondem à proporção de participantes em cada categoria em relação ao total da amostra (N = 98), garantindo a interpretação adequada dos dados sem risco de identificação indireta de indivíduos em localidades com baixa representatividade.
De todos os 14 municípios que foram convidados a incorporar a simulação, o município que obteve o maior número de participantes foi o município denominado seis, com 29 participantes (29,6 %) e o segundo denominado um, com 14 participantes (14,3 %). Cinco municípios não tiveram participantes, totalizando a participação de nove municípios integrantes do polo B de um complexo regulador do SAMU, no norte do Paraná.
Tabela 2: Estatística descritiva dos itens mais relevantes da avaliação e autoconfiança na aprendizagem dos profissionais do pré-hospitalar que participaram da simulação realística. Paraná, Brasil, 2024

Na dimensão satisfação, 100 % consideraram que a simulação forneceu variedade de materiais didáticos e atividades para promover a aprendizagem (item 2) e como o professor me ensinou através da simulação (item 3). Já os itens seis (confiança no domínio do conteúdo da atividade da simulação que meu professor apresentou) e oito (confiança do desenvolvimento de habilidades e obtendo os conhecimentos necessários a partir desta simulação) referentes a dimensão autoconfiança na aprendizagem evidenciaram, respectivamente 93 % e 94 %, nas situações de trauma, ambiente crítico e condutas que teriam que ser tomadas a fim de salvar uma vida.
Os itens que abordam sobre responsabilidade, 96 % dos participantes apresentaram concordância quanto a responsabilidade do professor em dizer sobre o que preciso aprender (item 13) e 99 % que a responsabilidade é do aluno participante da simulação (item 10).
O índice de concordância referente as 13 questões relacionadas à aprendizagem e simulação variou de 93 % a 100 % com média de 97,6 % para aprendizagem e 98,2 % para a simulação, indicando um ótimo índice de concordância em ambas as situações, pois conforme apresenta um autor (15), o valor mínimo para o índice de concordância deve ser de 80 %, pois fundamenta a “importância desse valor de consenso para ser reconhecido”. (13)
Apesar dos itens compostos para avaliação da autoconfiança terem sido os índices de concordância mais baixos dentro de toda a escala, comparado com os itens de satisfação, ainda sim comprovam que os participantes que se julgavam menos qualificados neste ensino se sentiram mais confiantes por obterem esse cenário de prática, ainda se sentindo inseguros por conta da temática da simulação.
Figura 1: Comparação das médias percentuais das dimensões satisfação e autoconfiança na aprendizagem entre profissionais do atendimento pré-hospitalar que participaram da simulação realística. Paraná, Brasil, 2024.

Observa-se alta concordância em ambas as dimensões, com ligeira predominância na satisfação (100 %) em relação à autoconfiança (97,6 %).
Discussão
Com base nos resultados obtidos, a escala buscou identificar a avaliação dos profissionais do extra-hospitalar quanto a satisfação e autoconfiança vivenciadas por meio da simulação para atendimento a vítima de trauma, sendo que os itens foram suficientes para avaliar o evento estudado.
A análise destas dimensões utilizando a escala de satisfação e autoconfiança na aprendizagem mostrou que os itens com maior concordância são os pertencentes à avaliação da satisfação dos participantes, já os de menores concordâncias estão presentes na avaliação da confiança. Evidenciando que os participantes se sentem mais satisfeitos do que autoconfiantes, do mesmo modo que artigos que utilizaram a mesma escala obtiveram resultados semelhantes. (13, 16-18)
A satisfação dos participantes pode estar relacionada a fatores contextuais, como o ambiente de aprendizagem que vivenciaram, a qualidade da mediação da instrutora além, dos recursos pedagógicos disponibilizados durante a simulação. Esses elementos contribuem para uma experiência positiva e motivadora, o que pode influenciar diretamente na percepção de satisfação com a atividade de simulação. Por outro lado, a autoconfiança pode demandar um processo mais prolongado de consolidação, sendo menos suscetível a mudanças imediatas após uma única participação em sessão de simulação, especialmente quando se tratam de atendimentos de alta complexidade como no atendimento ao trauma. Portanto, estudos que explorem com maior profundidade a relação entre satisfação e autoconfiança podem reforçar a compreensão desses construtos na forma como eles se conectam no processo de aprendizagem por meio da simulação clínica, oferecendo bases para aprimorar práticas de ensino e instrumentos avaliativos.
Em um estudo, o autor concorda com os resultados obtidos nesta pesquisa, que de acordo com a escala, a simulação evidenciou ótimas respostas, um bom aproveitamento dos participantes, com médias de 4,0-4,8 entre todos os itens. (16) O público integrante desta simulação foi estudante que obtiveram um nível de concordância maior no item 13 (responsabilidade do professor) com média de 4,7, havendo discrepância de resultados com o presente estudo. Diferente de outra pesquisa, (14) que traz o item 13 como a média de pontuação mais baixa (3,7), discordando do fato de que o professor é o principal responsável por fornecer o que os participantes devem aprender. O estudo foi desenvolvido com profissionais da saúde, corroborando o presente estudo, que fortalece a ideia de o principal responsável pelo aprendizado ser o próprio integrante da simulação, com média de 4,6 no item 10 (responsabilidade do participante/aluno).
Isto mostra que, por conta do perfil dos integrantes, como profissionais formados e inseridos no mercado de trabalho, a sua maioria considera que o conhecimento com situações de trauma, deveriam ser aprendidas e desenvolvidas na simulação por conta própria. Porém mesmo com um índice menor de concordância, como o item 13, o ensino fornecido na aula teórica anteriormente a simulação é essencial, e que deve haver um equilíbrio entre os dois atuantes (professor-aluno) dentro deste ensino de alta fidelidade para buscar melhor aproveitamento e aprendizagem.
A área da saúde está em constante mudança, é necessário se manter atualizado, faz se assim a importância de capacitações e a oportunidade de desenvolvimento para profissionais formados. Em uma pesquisa realizada, os enfermeiros destacaram a grande importância da educação permanente e continuada. Isso se deve ao fato de reconhecerem que essa abordagem serve como uma ferramenta essencial para melhorar e atualizar suas práticas profissionais, permitindo a troca de experiências com a equipe e, assim, proporcionando uma assistência mais eficaz aos usuários do sistema de saúde. (19)
A participação dos profissionais na simulação não só aprimora suas habilidades técnicas, mas também é fundamental para fortalecer sua autoconfiança e satisfação no trabalho. Os cenários simulados oferecem aos profissionais a chance de enfrentar desafios, livre de riscos, promovendo uma sensação de domínio e competência.
Em um estudo, foram selecionados dois grupos com enfermeiros, um grupo de controle (GC) e outro grupo experimental (GE), onde respectivamente, um participou da atividade da simulação e o outro obteve a estratégia da simulação combinada a teoria. (5) O resultado foi um maior nível de autoconfiança do GE do que os profissionais expostos a simulação isoladamente.
Neste mesmo contexto, a satisfação e autoconfiança se mostram correlacionadas no processo de aprendizagem, em específico, as aulas teóricas e os materiais didáticos previamente a simulação realística, como exemplo o item 2 (simulação forneceu variedade de materiais didáticos e atividades para promover a aprendizagem) na presente pesquisa, que obteve um índice de concordância de 100%. Um estudo de outros autores teve um resultado semelhante, com 94,3 % de concordância no mesmo item. (20)
A vista disso, a enfermagem é uma profissão que exige uma combinação equilibrada entre conhecimento teórico e habilidades práticas devido sua complexidade. Desempenhando assim, um papel crucial no aprimoramento profissional e no momento de fornecer cuidados de saúde de qualidade.
A enfermagem valoriza um cuidado fundamentado nos princípios e compromissos éticos e coletivos e na segurança do paciente. Compreender esses fundamentos é essencial para o aprimoramento das práticas de ensino, contribuindo para uma formação mais sólida, abrangente e eficaz dos futuros profissionais. Isso os capacita a enfrentar desafios complexos e a atuar de forma ética, reflexiva e humanizada no exercício da profissão. (21)
A pesquisa atual revelou que os menores índices de concordância foram registrados no item 6, com 93 %, que aborda a autoconfiança perante o conteúdo da simulação, e no item 8, com 94 % que se caracteriza pela confiança no desenvolvimento de habilidades e conhecimento perante a simulação. A confiança é uma variável indispensável na formação do enfermeiro, pois quando os indivíduos possuem esse sentimento, tendem a desenvolver intervenções e condutas de forma mais segura e eficaz. Adquirir conhecimento teórico e reconhecer sua própria capacidade para realizar determinada função, são elementos essenciais nesse processo.
Na assistência à saúde, a autoconfiança desempenha um papel essencial, especialmente ao paciente crítico, que se encontra em um estado grave, com risco iminente de piora do quadro ou até mesmo de óbito. O paciente está vulnerável, clinicamente frágil e necessita de um atendimento imediato. Consequentemente, o impacto da autoconfiança, ou a falta dela, no atendimento ao paciente reflete diretamente na qualidade da assistência prestada, influenciando positivamente ou negativamente o desfecho clínico do paciente. (22)
O estudo evidenciou alta concordância em ambas as dimensões avaliadas, com ligeira predominância na satisfação (100 %) em relação a autoconfiança (97,6 %). Esse achado corrobora com estudos recentes, que apontam que a simulação clínica tende a gerar elevados níveis de satisfação entre os participantes, pois a simulação promove envolvimento ativo e percepção positiva da aprendizagem, mesmo que a autoconfiança apresente variações sutis entre os indivíduos. (23)
A pequena superioridade da satisfação em relação a autoconfiança pode sugerir que os participantes se sentem plenamente satisfeitos com a metodologia empregada, embora ainda possam apresentar pequenas inseguranças quanto a aplicação prática do conhecimento adquirido, aspecto comum em ambientes de aprendizagem simulada. O apoio da referencia recente (23) fortalece a credibilidade da interpretação, mostrando alinhamento com a literatura atual sobre o impacto positivo da simulação na formação em enfermagem. Em outro estudo realizado nas Filipinas, (24) verificou que estudantes do 4º ano de enfermagem apresentaram elevados valores de satisfação (~4,46/5) e autoconfiança (~4,44/5) com aprendizagem baseada em simulação, estava relacionada as características do design da simulação e se correlacionaram com esses resultados.
Limitações do estudo
Este estudo apresenta algumas limitações que devem ser consideradas na interpretação dos resultados. Primeiramente, trata-se de um delineamento transversal, o que não permite inferir relações de causalidade entre a participação na simulação e os níveis de satisfação e autoconfiança dos profissionais. Além disso, a amostra foi por conveniência e participação voluntária, composta por profissionais indicados pelos gestores municipais, o que limita a generalização dos achados para outras populações do pré-hospitalar. Outro ponto é o uso de instrumento de autorrelato (ESAA), suscetível a viés de desejabilidade social, podendo superestimar a percepção de satisfação e autoconfiança. Por fim, não foi realizada uma avaliação longitudinal, impossibilitando a análise do impacto da simulação a longo prazo na prática clínica.
Implicações práticas
Apesar das limitações, os resultados reforçam a relevância da simulação realística como metodologia ativa na capacitação de profissionais do pré-hospitalar. A elevada satisfação e autoconfiança observadas indicam que sessões periódicas de simulação podem contribuir significativamente para a educação continuada, fortalecendo a preparação técnica e psicológica dos profissionais frente a situações críticas. A implementação sistemática dessa abordagem pedagógica tem o potencial de impactar positivamente a qualidade do atendimento ao paciente, promovendo segurança, atualização constante e maior competência na atuação em casos de trauma. Além disso, a integração de simulações em programas regulares de treinamento pode estimular a reflexão crítica, a tomada de decisão segura e a responsabilidade compartilhada entre profissionais e instrutores, fortalecendo o sistema de saúde como um todo.
Portando pode se considerar que a simulação tem um resultado positivo de acordo com a ESAA, demonstrando em seus participantes uma grande satisfação de obter a oportunidade de simular uma experiência crítica vivenciada em seu dia a dia com segurança e embasamento, buscando aprimorar seus atendimentos.
Conclusão
Este estudo possibilitou mensurar a satisfação e autoconfiança de profissionais do pré-hospitalar de nove municípios no norte do estado do Paraná após uma simulação realística.
Os resultados revelaram que os profissionais da saúde se sentiram mais satisfeitos do que autoconfiantes, embora os valores encontrados fossem altos (93 %), e assentiram que é de sua própria responsabilidade o aprendizado perante o ensino fornecido, sendo assim imprescindível que este busque se aprimorar continuamente em sua área de atuação.
A simulação realística trouxe reflexos positivos na satisfação dos profissionais capacitados. A combinação da teoria com a metodologia ativa forneceu aos trabalhadores a atualização de conhecimentos e aperfeiçoamento de habilidades.
Logo, conclui-se que a satisfação e autoconfiança estão envolvidas diretamente no processo de aprendizagem, na conquista do conhecimento e no momento de tomada de decisões. Esta pesquisa também evidenciou a importância da educação continuada para profissionais da área da saúde já formados, proporcionando um ambiente sem julgamentos, onde possam esclarecer dúvidas e aprimorar suas habilidades. Dessa forma, busca-se assegurar um atendimento seguro e qualificado aos pacientes.
Referencias:
1. Fidélis GR. Satisfação dos estudantes de enfermagem frente à simulação realística no ensino do trauma (Trabalho de conclusão de curso). São Paulo, Brasil: Fundação Educacional do Município de Assis (FEMA); 2021.
2. Advanced Trauma Life Support. Manual do Curso de Alunos. 10ª ed. Chicago: American College of Surgeons; 2018.
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Como citar: Martini LB, Rocco KMW, Pereira MGN, Almeida CL de, Souza G de, Martins EA da P. Simulação realística na avaliação primária do trauma pré-hospitalar: satisfação e autoconfiança na aprendizagem de técnicos de enfermagem e condutores de ambulância. Enfermería: Cuidados Humanizados. 2026;15(1):e4575. doi: 10.22235/ech.v15i1.4575
Financiamento: Este estudo não recebeu nenhum financiamento externo ou apoio financeiro.
Disponibilidade de dados: O conjunto de dados que embasa os resultados deste estudo não está disponível.
Conflito de interesse: Os autores declaram não ter conflito de interesse.
Contribuição de autores (Taxonomia CRediT): 1. Conceitualização; 2. Curadoria de dados; 3. Análise formal; 4. Aquisição de financiamento; 5. Pesquisa; 6. Metodologia; 7. Administração do projeto; 8. Recursos; 9. Software; 10. Supervisão; 11. Validação; 12. Visualização; 13. Redação: esboço original;14. Redação: revisão e edição.
L. B. M. contribuiu em 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 13, 14; K. M. W. d. R. em 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 14; M. G. N. P. em 10, 11, 12; C. L. de A. em 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 14; G. de S. em 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 14; E. A. da P. M. em 10, 11, 12.
Editora científica responsável: Dra. Natalie Figueredo
Enfermería: Cuidados Humanizados, 15 (1)
January - June 2026
10.22235/ech.v15i1.4575
Original articles
Realistic Simulation in the Primary Assessment of Pre-Hospital Trauma: Satisfaction and Self-Confidence in the Learning of Nursing Technicians and Ambulance Drivers
Simulação realística na avaliação primária do trauma pré-hospitalar: satisfação e autoconfiança na aprendizagem de técnicos de enfermagem e condutores de ambulância
Simulación realista en la valoración primaria del trauma prehospitalario: satisfacción y autoconfianza en el aprendizaje de técnicos de enfermería y conductores de ambulancias
Luana Biruel Martini1 ORCID 0009-0001-6341-2059
Kelen Mitie Wakassugui de Rocco2 ORCID 0000-0001-8593-4539
Maria Gorete Nicolette Pereira3 ORCID 0000-0001-9862-6279
Caroline Lourenço de Almeida4 ORCID 0000-0002-6043-9301
Glivania de Souza5 ORCID 0009-0005-7164-2603
Eleine Aparecida da Penha Martins 6 ORCID 0000-0001-6649-9340
1 Universidade Estadual de Londrina, Brazil
2 Universidade Estadual de Londrina, Brazil, [email protected]
3 Universidade Estadual de Londrina, Brazil
4 Universidade Estadual de Londrina, Brazil
5 Universidade Estadual de Londrina, Brazil
6 Universidade Estadual de Londrina, Brazil
Abstract:
Objective:
To evaluate the experience of realistic simulation in the prehospital setting
using the Student Satisfaction and Self-Confidence in Learning Scale (SCLS).
Method:
Descriptive, cross-sectional, quantitative study involving 98 prehospital care
professionals, nursing technicians, and ambulance drivers at hub B of a
regulatory complex in northern Paraná state. The method included briefing,
theoretical-practical class, scenario and case simulations, followed by
debriefing. Participants completed the SCLS to assess the feelings developed
during teaching through realistic simulation.
Result: In the overall assessment, the agreement index ranged from 93%
to 100% for all questions. In terms of satisfaction, 100% considered that the
simulation provided various teaching materials and activities to promote
learning (item 2) and liked the way the teacher taught through it (item 3). In
terms of self-confidence in learning, 94% agreed that they are developing
skills through simulation (item 8).
Conclusion: The realistic simulation generated satisfaction among
professionals with the teaching method, while they recognized their shared
responsibility in the learning process.
Keywords: job satisfaction; simulation training; nursing professionals; pre-hospital care; emergency medical services.
Resumo:
Objetivo:
Avaliar a experiência da simulação realística no ambiente pré-hospitalar por
meio da Escala de Satisfação e Autoconfiança na Aprendizagem (ESAA).
Método: Estudo descritivo, transversal e quantitativo, participaram 98
profissionais de atendimento pré-hospitalar, técnicos de enfermagem e
condutores de ambulância, no polo B de um complexo regulador no norte do estado
do Paraná. O método incluiu um briefing, aula teórico-prática, simulações de
cenário e caso, seguidas de debriefing. Os participantes preencheram a ESAA
para avaliar os sentimentos desenvolvidos durante o ensino por meio de
simulação realística.
Resultado: Na avaliação geral, o índice de concordância variou entre 93
% e 100 % para todas as questões. Na dimensão satisfação, 100 % consideraram
que a simulação forneceu diversos materiais didáticos e atividades para
promover a aprendizagem (item 2) e gostaram da forma como o professor ensinou
por meio dela (item 3). Na dimensão da autoconfiança na aprendizagem, 94%
concordaram que estão desenvolvendo habilidades por meio da simulação (item 8).
Conclusão: A simulação realística gerou satisfação dos profissionais com
o método de ensino, ao mesmo tempo em que reconheceram sua corresponsabilidade
no processo de aprendizagem.
Palavras-chave: satisfação no trabalho; treinamento por simulação; profissionais de enfermagem; atendimento pré-hospitalar; serviços médicos de emergência.
Resumen:
Objetivo: Evaluar la experiencia de la simulación realista en el entorno
prehospitalario mediante la Escala de Satisfacción y Autoconfianza en el
Aprendizaje (ESAA).
Método: Estudio descriptivo, transversal y cuantitativo, en el que
participaron 98 profesionales de la atención prehospitalaria, técnicos de
enfermería y conductores de ambulancia, en el polo B de un complejo regulador
en el norte del estado de Paraná. El método incluyó una sesión informativa, una
clase teórico-práctica, simulaciones de escenarios y casos, seguidas de una
sesión de análisis. Los participantes completaron la ESAA para evaluar los
sentimientos desarrollados durante la enseñanza mediante la simulación
realista.
Resultado: En la evaluación general, el índice de concordancia varió
entre el 93 % y el 100 % para todas las preguntas. En la dimensión de
satisfacción, el 100 % consideró que la simulación proporcionó diversos
materiales didácticos y actividades para promover el aprendizaje (ítem 2) y les
gustó la forma en que el profesor enseñó a través de ella (ítem 3). En la
dimensión de la autoconfianza en el aprendizaje, el 94 % estuvo de acuerdo en
que están desarrollando habilidades a través de la simulación (ítem 8).
Conclusión: La simulación realista generó satisfacción entre los
profesionales con el método de enseñanza, al tiempo que reconocieron su
corresponsabilidad en el proceso de aprendizaje.
Palabras clave: satisfacción laboral; formación en simulación; profesionales de enfermería; atención prehospitalaria; servicios médicos de emergencia.
Recebido: 24/04/2025
Aceito: 26/01/2026
Introduction
Trauma can be understood as a deterioration of the integrity of an individual’s body, which is generally the result of accidents, falls, and other external actions. (1)
Its epidemiology is a matter of extreme importance due to the high rates of hospitalization and mortality both nationally and globally. Data indicate that more than nine people die per minute from trauma or violence. Trauma has a very significant impact, representing 18% of the global cost of disease. Traffic accidents are the leading cause of death from trauma in the world, causing more than one million deaths per year. (2) In Brazil in 2020, traffic collisions alone were responsible for more than 190,000 hospitalizations in public hospitals. (3)
In addition to open fractures and brain injuries, proper trauma management requires a thorough physical examination, highlighting the importance of appropriate planning to find the best solution for the patient’s situation, thus preventing the condition from worsening. This is organized using a protocol that systematizes and standardizes trauma care. The Advanced Trauma Life Support (ATLS) and Prehospital Trauma Life Support (PHTLS) protocols recommend using the XABCDE mnemonic, as well as an approach that prioritizes patient care according to the type of trauma suffered. (1)
Professionals working in prehospital care gain the power to increase life expectancy and quality of life by providing qualified and appropriate care. This can only be achieved if there is a comprehensive understanding of the basic principles of assessment and practices within their competencies. (4)
The use of realistic simulation as an active methodology is an important means of improving trauma care teaching. The use of this active methodology will contribute to self-confidence, the ability to intervene in traumatic accidents, crisis management, leadership, teamwork and critical thinking of students, health professionals and prehospital care care providers. (5)
Pamela Jeffries developed the Nursing Education Simulation Framework, later updated in conjunction with the National League for Nursing (NLN), established the model currently used for nursing applications, NLN/Jeffries Simulation Theory, which presents realistic simulation through three stages: briefing, simulation, and debriefing. In the briefing, the facilitator provides theoretical support, containing all the necessary information for the trainee’s performance during the scenario, as well as instructions on physical space, equipment, time, clinical case and the objective of the experience provided. In the simulation or scenario, the participants involved perform their actions according to what is proposed, and in this way a result of this simulation is created, which depends on the assistance provided in the activity, this being evaluated in the debriefing. In this phase, reflection and discussion takes place between the facilitator and all those involved, to observe positive points and errors in the simulation in a broad way, always based on scientific evidence. (6)
Evaluating this active methodology and its progress is essential to promote improvements, ensuring a coherent and impartial analysis, it is recommended to use a scientifically tested and approved tool. In this way, the simulation results will be evaluated according to the complexity and objectives defined previously. (7)
Furthermore, it is possible to apply the Student Satisfaction and Self-Confidence in Learning Scale (SCLS), presented by the NLN, which aims to measure the individual’s satisfaction and self-confidence acquired through high-fidelity simulation. The scale is a five-point Likert scale, which has a non-applicable option when the participant considers that it does not relate to the simulated activity performed, consisting of 13 items, divided into two dimensions, satisfaction, composed of five items, and self-confidence in learning, composed of eight items. (8)
SCLS aims to demonstrate the fundamental role of satisfaction and self-confidence within simulated teaching. Satisfaction, when associated with simulation, refers to the pleasure and contentment of performing correct actions in that experience. In turn, self-confidence represents the reflected conviction of one’s own judgment, the security that the act performed was accurate. Obtaining this confidence is essential for the transition from theoretical knowledge to practice. (9)
This research is valuable because it focuses on continuing education, a fundamental aspect for the constant improvement of professionals already trained and working in their fields. In a scenario of rapid social, technological, and methodological transformations, the continuous updating of knowledge becomes essential to guarantee the quality of services provided, adaptation to new demands, and the strengthening of professional competencies. In this context, simulation not only improves technical skills but also team leadership skills, which are extremely important in emergency situations, enhancing practical learning and preparedness for critical contexts. In addition to promoting technical development, continuing education encompasses not only specific content in the field of work but also these “team leadership” skills, which are extremely important in emergency situations. By investigating the practices, challenges, and impacts of continuing education, this study contributes to the development of more effective lifelong learning strategies, reinforcing the commitment to excellence and professional responsibility.
Finally, an analysis of the data provided by the SCLS through its questions is extremely valuable to verify the effectiveness and importance of this active methodology for participants. In this sense, the objective was to evaluate the experience of realistic simulation in the pre-hospital environment using the SCLS.
This article explores the relevance of realistic simulation as an active methodology in pre-hospital trauma care, highlighting its role in the training of healthcare professionals. Initially, it addresses the epidemiology of trauma and the importance of proper management based on recognized protocols. Next, it presents realistic simulation as a pedagogical tool grounded in the NLN/Jeffries Simulation Theory. Finally, it proposes an evaluation of this methodology using the Student Satisfaction and Self-Confidence in Learning Scale, reinforcing the impact of continuing education on professional development and improved patient care.
Methodology
This is a descriptive, quantitative, cross-sectional study. It was conducted using the SCLS, in Portuguese, translated and validated by Almeida et al., 2015, and was applied to nursing technicians and ambulance drivers who participated in training with realistic simulation in the primary assessment of pre-hospital trauma. (8)
The training was conducted in the municipality that is the headquarters of the Advanced Life Support unit of the B region of the Mobile Emergency Care Service (SAMU) 17th region of the state of Paraná, from December 2021 to March 2022. The study population consisted of 98 professionals who, through their municipal managers, were informed about the training project and expressed their willingness to participate voluntarily after the invitation was extended. Region B comprises 14 municipalities, which will henceforth be referred to as municipalities one through fourteen. The professionals work in municipal hospitals and ambulances, providing prehospital care in urgent, emergency, and trauma situations in the surrounding cities and highways.
A pre-briefing and briefing were conducted through a theoretical and practical update of the primary trauma care protocol (XABCDE). The information about the case was presented, along with the materials and equipment available for treatment, as the participants deemed necessary. They were informed that the treatment would take 10 minutes, acting according to the trauma care protocol previously presented. With the realistic simulation scenario organized, the participants were divided into pairs based on compatibility; the others waited in an isolated and supervised location, avoiding visualization of the scenario.
The case to be handled by the participants involved a motorcycle collision with a barrier at a speed of 100 km/h. The driver lost control of the motorcycle and collided with a wall, becoming unconscious. The victim was a male, approximately 40 years old. The scene was witnessed by a passerby who, after the collision, approached the victim, removed the helmet, and ran to the city hospital for help. The victim was a trained actor capable of simulating the signs of airway obstruction by blood, followed by mental confusion after airway clearance, with periorbital and right retroauricular hematoma, abrasions all over the body, no fractures in extremities, and an open wound in the chest with signs of pneumothorax.
Throughout the care provided, the professionals were observed by 5 experienced prehospital care nurses, including 2 specialists in emergency and urgent care nursing, 1 Master’s degree holder and 2 Doctoral candidates in nursing with experience in simulation, where the checklist for care of polytrauma patients was completed, respecting the modified trauma care checklist of the World Health Organization (WHO), as the use of the checklist in the evaluation of care for trauma victims has contributed to improving care, minimizing errors and increasing the quality of life of patients. (10)
In this study, the facilitator, a Master’s student and specialist in interventional nursing with an emphasis on urgent and emergency care and critical care patients, with experience in simulation, conducted the scenario and debriefing.
At the end of the simulation, the pair of professionals were directed to a private room along with the facilitator for a debriefing session focused on sound judgment, also known as Promoting Excellence and Reflective Learning in Simulation (PEARLS), which brings together three strategies: when the facilitator stimulates the participant’s emotions during the simulation (self-assessment), being able to provide help to reframe feelings (focused discussion facilitation) so that they can achieve the best results (directive feedback and/or teaching), as PEARLS provides an adaptable framework, which includes decision-making, improvement of skills and techniques based on analysis and reflection. (11, 12)
The satisfaction and self-confidence in learning were measured by the Student Satisfaction and Self-Confidence in Learning Scale (SCLS), validated for the Brazilian context, (8) that shows good internal consistency, with a Cronbach’s alpha greater than 0.80, which demonstrates adequate reliability of the instrument. The SCLS follows the Likert-scale pattern, which is easy to understand and self-administered, where each item corresponds to a value/point capable of measuring behavioral sciences as they will provide the degree of agreement. (13) Within the responses evaluated in the SCLS, the agreement index of the presented responses was used, regarding the representativeness of the items in relation to the content under study, which was divided into two dimensions: satisfaction, with five items (questions 1 to 5), and self-confidence, with eight items (questions 6 to 13). The response options in the SCLS are 1: Strongly disagree with the statement, 2: Disagree with the statement; 3: Undecided/neither agree nor disagree with the statement, 4: Agree with the statement and 5: Strongly agree with the statement. Thus, for the evaluation of the scale, the agreement index considered the sum of responses “4” and “5” as the best responses, both for the evaluation of each item and for the overall evaluation of the instrument.
The purpose of the SCLS was to evaluate participants’ perceptions of the teaching methods used in the simulation. This included analyzing the variety of teaching materials and activities provided during the simulation, evaluating how the teacher conducted the teaching through the simulation, and the effectiveness of the teaching materials in motivating and contributing to learning. Furthermore, participants assessed the suitability of the teaching method using the simulation, as well as their perception of confidence and mastery of the activity’s content. The SCLS also addressed whether the simulation included the necessary content for mastering the subject matter and whether it was possible to develop essential skills and acquire knowledge through it. Participants also recognized the individual responsibility to learn what is necessary during the simulation activity, as well as the importance of the teacher’s role in guiding what needs to be learned in the topic developed during the simulation. These aspects were the main focus of analysis in the SCLS. Thus, in this study, the most relevant items of the SCLS were listed: items 2, 3, 6, 8, 10 and 13.
The data were entered and organized using the Statistical Package for the Social Sciences (SPSS), version 30 (IBM, 2023), which enabled the systematization and statistical treatment of the collected information. The analysis was quantitative and descriptive in nature, expressed in absolute and relative values (frequencies and percentages) for categorical variables such as sex, professional category, level of education, completion of a trauma course, and self-perception of competence. Results regarding self-confidence in learning were presented using percentage agreement indices, highlighting the degree of acceptance by participants in relation to the statements proposed in the assessment instrument. Thus, the analysis was eminently descriptive, allowing for the interpretation of the distributions and trends observed in the data. This research was authorized by all participating municipalities and approved by the Research Ethics Committee (CEP) of a public university in Paraná, under number 4.880.119 and CAE number 28941520.3.1001.5231, version 3.
Results
Regarding the profile of the study participants, it was found that 44 (44.4 %) were female and 55 (55.6 %) were male, with an average age of 44.9 years. In terms of professional category, 50 (51 %) were nursing technicians and 49 (49 %) were drivers. Of these, only 45 (45.5 %) had completed a trauma care course, while 54 (54.5 %) had not. Regarding higher education, 40 (40 %) had a degree and 58 (58 %) did not. Prior to the simulation, when asked how they rated their knowledge regarding trauma care, 38 (38.4 %) rated themselves as well-trained, 52 (52.5 %) as insufficiently trained, and 9 (9.1 %) as poorly trained.
Table 1: Sociodemographic and professional characteristics of the participants. Northern Paraná, Brazil, 2022


Source: Own elaboration (14)
1To preserve participant confidentiality, municipalities with fewer than five individuals were grouped into the category “Municipalities with <5 or no data”. The percentages presented correspond to the proportion of participants in each category in relation to the total sample (N = 98), ensuring proper data interpretation without the risk of indirectly identifying individuals in locations with low representativeness.
Of all 14 municipalities invited to participate in the simulation, the municipality with the highest number of participants was municipality number six, with 29 participants (29.6 %), followed by municipality number one, with 14 participants (14.3 %). Five municipalities had no participants, totaling nine municipalities that are part of pole B of a SAMU regulatory complex in northern Paraná.
Table 2: Descriptive statistics of the most relevant items in the assessment and self-confidence in learning of pre-hospital professionals who participated in the realistic simulation. Paraná, Brazil, 2024

In the satisfaction dimension, 100% considered that the simulation provided a variety of teaching materials and activities to promote learning (item 2) and how the teacher taught me through the simulation (item 3). Items six (confidence in mastering the content of the simulation activity presented by my teacher) and eight (confidence in developing skills and obtaining the necessary knowledge from this simulation), referring to the self-confidence in learning dimension, showed 93 % and 94 % respectively in situations involving trauma, critical environments, and actions that would have to be taken to save a life.
Regarding the items that address responsibility, 96 % of participants agreed that it is the teacher’s responsibility to tell them what they need to learn (item 13), and 99 % agreed that the responsibility lies with the student participating in the simulation (item 10).
The agreement index for the 13 questions related to learning and simulation ranged from 93 % to 100%, with an average of 97.6 % for learning and 98.2 % for simulation, indicating an excellent agreement index in both situations, since, as one author (15) states, the minimum value for the agreement index should be 80 %, as it justifies the “importance of this consensus value to be recognized”. (13)
Although the composite items for assessing self-confidence had the lowest agreement rates across the entire scale, compared to the satisfaction items, they still prove that participants who considered themselves less qualified in this type of training felt more confident by having this practice scenario, even though they still felt insecure due to the simulation’s theme.
Figure 1: Comparison of the mean percentages of the dimensions of satisfaction (satisfação) and self-confidence (autoconfiança) in learning among prehospital care professionals who participated in the realistic simulation. Paraná, Brazil, 2024.

High agreement is observed in both dimensions, with a slight predominance in satisfaction (100%) compared to self-confidence (97.6 %).
Discussion
Based on the results obtained, the scale sought to identify the evaluation of extra-hospital professionals regarding the satisfaction and self-confidence experienced through simulation for providing care for trauma victims, and the items were sufficient to assess the event studied.
Analysis of these dimensions using the Student Satisfaction and Self-Confidence in Learning Scale showed that the items with the highest agreement are those belonging to the assessment of participant satisfaction, while those with the lowest agreement are present in the assessment of confidence. This shows that participants feel more satisfied than self-confident, just as articles that used the same scale obtained similar results. (13,16-18)
Participant satisfaction may be related to contextual factors, such as the learning environment they experienced, the quality of the instructor’s mediation, and the pedagogical resources available during the simulation. These elements contribute to a positive and motivating experience, which can directly influence the perception of satisfaction with the simulation activity. On the other hand, self-confidence may require a more prolonged consolidation process, being less susceptible to immediate changes after a single participation in a simulation session, especially when dealing with highly complex situations such as trauma care. Therefore, studies that explore the relationship between satisfaction and self-confidence in greater depth can reinforce the understanding of these constructs and how they connect in the learning process through clinical simulation, offering a basis for improving teaching practices and assessment tools.
In one study, the author agrees with the results obtained in this research, which, according to the scale, showed excellent responses, good participant performance, with averages of 4.0-4.8 across all items. (16) The participants in this simulation were students who obtained a higher level of agreement on item 13 (teacher responsibility) with an average of 4.7, showing a discrepancy in results with the present study. Unlike other research, (14) which shows item 13 as having the lowest average score (3.7), disagreeing with the fact that the teacher is primarily responsible for providing what participants should learn. The study was developed with health professionals, corroborating the present study, which strengthens the idea that the main person responsible for learning is the simulation participant themselves, with an average of 4.6 in item 10 (responsibility of the participant/student).
This shows that, due to the profile of the participants, as trained professionals already working in the market, the majority believe that knowledge of trauma situations should be learned and developed independently through simulation. However, even with a lower agreement rate, as in item 13, the instruction provided in the theoretical class prior to the simulation is essential, and there must be a balance between the two actors (teacher and student) within this high-fidelity instruction to achieve better results and learning.
The healthcare field is constantly changing; it is necessary to stay updated, thus the importance of training and development opportunities for trained professionals. In a survey conducted, nurses highlighted the great importance of permanent and continuing education. This is because they recognize that this approach serves as an essential tool to improve and update their professional practices, allowing the exchange of experiences with the team and thus providing more effective care to users of the health system. (19)
The participation of professionals in simulations not only enhances their technical skills, but is also fundamental to strengthening their self-confidence and job satisfaction. Simulated scenarios offer professionals the chance to face challenges, risk free, promoting a sense of mastery and competence.
In one study, two groups of nurses were selected, a control group (CG) and an experimental group (EG), where respectively, one participated in the simulation activity and the other obtained the simulation strategy combined with theory. (5) The result was a higher level of self-confidence in the EG than in the professionals exposed to simulation alone.
In this same context, satisfaction and self-confidence are correlated in the learning process, specifically, theoretical classes and teaching materials prior to realistic simulation, as an example item 2 (simulation provided a variety of teaching materials and activities to promote learning) in the present research, which obtained a 100% agreement rate. A study by other authors had a similar result, with 94.3 % agreement on the same item. (20)
In light of this, nursing is a profession that demands a balanced combination of theoretical knowledge and practical skills due to its complexity. Therefore, it plays a crucial role in professional development and in providing quality healthcare.
Nursing values care based on ethical and collective principles and commitments and patient safety. Understanding these fundamentals is essential for improving teaching practices, contributing to a more solid, comprehensive and effective training of future professionals. This enables them to face complex challenges and to act ethically, reflectively and humanely in the exercise of the profession. (21)
Current research revealed that the lowest agreement rates were recorded in item 6, with 93 %, which addresses self-confidence regarding the content of the simulation, and in item 8, with 94 %, which is characterized by confidence in the development of skills and knowledge in relation to the simulation. Confidence is an indispensable variable in nursing education, because when individuals possess this feeling, they tend to develop interventions and conduct in a safer and more effective way. Acquiring theoretical knowledge and recognizing one’s own ability to perform a given function are essential elements in this process.
In healthcare, self-confidence plays an essential role, especially for the critically ill patient, who is in a serious condition, with an imminent risk of worsening or even death. The patient is vulnerable, clinically fragile, and needs immediate care. Consequently, the impact of self-confidence, or the lack thereof, on patient care directly reflects on the quality of care provided, positively or negatively influencing the patient’s clinical outcome. (22)
The study showed high agreement in both dimensions assessed, with a slight predominance in satisfaction (100%) compared to self-confidence (97.6 %). This finding corroborates recent studies, which indicate that clinical simulation tends to generate high levels of satisfaction among participants, as simulation promotes active involvement and a positive perception of learning, even if self-confidence presents subtle variations among individuals. (23)
The slight superiority of satisfaction in relation to self-confidence may suggest that participants feel fully satisfied with the methodology employed, although they may still present slight insecurities regarding the practical application of the acquired knowledge, a common aspect in simulated learning environments. The support of the recent reference (23) strengthens the credibility of the interpretation, showing alignment with the current literature on the positive impact of simulation in nursing education. Another study conducted in the Philippines (24) found that 4th year nursing students showed high levels of satisfaction (~4.46/5) and self-confidence (~4.44/5) with simulation-based learning, which was related to the characteristics of the simulation design and correlated with these results.
Study Limitations
This study presents some limitations that should be considered when interpreting the results. Firstly, it is a cross-sectional design, which does not allow for inferring causal relationships between participation in the simulation and the levels of satisfaction and self-confidence of the professionals. Furthermore, the sample was one of convenience and voluntary participation, composed of professionals indicated by municipal managers, which limits the generalization of the findings to other pre-hospital populations. Another point is the use of a self-report instrument (SCLS), susceptible to social desirability bias, which may overestimate the perception of satisfaction and self-confidence. Finally, a longitudinal evaluation was not performed, making it impossible to analyze the long-term impact of the simulation on clinical practice.
Practical implications
Despite the limitations, the results reinforce the relevance of realistic simulation as an active methodology in the training of pre-hospital professionals. The high levels of satisfaction and self-confidence observed indicate that periodic simulation sessions can significantly contribute to continuing education, strengthening the technical and psychological preparedness of professionals in critical situations. The systematic implementation of this pedagogical approach has the potential to positively impact on the quality of patient care, promoting safety, continuous updating, and greater competence in trauma cases. Furthermore, the integration of simulations into regular training programs can stimulate critical reflection, safe decision-making, and shared responsibility between professionals and instructors, strengthening the healthcare system as a whole.
Therefore, it can be considered that the simulation has a positive result according to SCLS, demonstrating in its participants great satisfaction in obtaining the opportunity to simulate a critical experience lived in their daily lives with safety and foundation, seeking to improve their services.
Conclusion
This study made it possible to measure the satisfaction and self-confidence of pre-hospital professionals from nine municipalities in northern Paraná after a realistic simulation.
The results revealed that healthcare professionals felt more satisfied than self-confident, although the values found were high (93%), and agreed that learning from the provided education is their own responsibility, thus making it essential for them to continuously seek improvement in their field of work.
Realistic simulation has had a positive impact on the satisfaction of trained professionals. The combination of theory with active methodology provided workers with updated knowledge and improved skills.
Therefore, it can be concluded that satisfaction and self-confidence are directly involved in the learning process, in the acquisition of knowledge, and in decision-making. This research also highlighted the importance of continuing education for already graduated healthcare professionals, providing a judgment-free environment where they can clarify doubts and improve their skills. In this way, the aim is to ensure safe and qualified patient care.
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How to cite: Martini LB, Rocco KMW, Pereira MGN, Almeida CL de, Souza G de, Martins EA da P. Realistic Simulation in the Primary Assessment of Pre-Hospital Trauma: Satisfaction and Self-Confidence in the Learning of Nursing Technicians and Ambulance Drivers. Enfermería: Cuidados Humanizados. 2026;15(1):e4575. doi: 10.22235/ech.v15i1.4575
Funding: This study did not receive any external funding or financial support.
Data availability: The data set supporting the results of this study is not available.
Conflict of interest: The authors declare that they have no conflicts of interest.
Authors’ contribution (CRediT Taxonomy): 1. Conceptualization; 2. Data curation; 3. Formal Analysis; 4. Funding acquisition; 5. Investigation; 6. Methodology; 7. Project administration; 8. Resources; 9. Software; 10. Supervision; 11. Validation; 12. Visualization; 13. Writing: original draft; 14. Writing: review & editing.
L. B. M. has contributed in 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 13, 14; K. M. W. d. R. in 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 14; M. G. N. P. in 10, 11, 12; C. L. de A. in 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 14; G. de S. in 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 14; E. A. da P. M. in 10, 11, 12.
Scientific editor in charge: Dr. Natalie Figueredo.
Enfermería: Cuidados Humanizados, 15 (1)
January - June 2026
10.22235/ech.v15i1.4575